Três anos depois da sua ansiada vitória em Wimbledon, Andy Murray voltou a ser o rei na ‘Catedral’, neutralizando Milos Raonic para conquistar o seu terceiro título do ‘Grand Slam’.

A ‘maldição’ que enfrentou após se ter tornado no primeiro britânico em 77 anos a erguer o troféu na relva do All England Club – não mais voltou a conquistar um ‘Grand Slam’ – extinguiu-se hoje, com a vitória por 6-4, 7-6 (7-3) e 7-6 (7-2) frente ao canadiano, estreante na final de um ‘major’.

Sentado no banco, após ter abraçado o seu rival na rede, Murray chorou compulsivamente, libertando a pressão acumulada nos últimos dias, em que chegou a ser apontado como única esperança britânica.

“Este triunfo é superespecial, por causa das derrotas difíceis que enfrentei. Havia tanta expetativa, que isto foi um enorme alívio”, disse, abraçado ao troféu que conquistou pela primeira vez em 2013, pondo ponto final a um interregno nacional que durava desde 1936, quando Fred Perry se sagrou vencedor.

Em três anos, o número dois mundial e vencedor do Open dos Estados Unidos em 2012 sofreu várias desilusões frente aos outros elementos do denominado ‘Big Four’, sobretudo Novak Djokovic, com quem perdeu nas finais do Open da Austrália de 2015 e 2016 e em Roland Garros, há apenas umas semanas.

Mas o escocês, de 29 anos, persistiu, não cedendo ao desânimo, e hoje confirmou um favoritismo que nunca tinha tido nas suas dez finais anteriores em torneios de ‘Grand Slam’, reduzindo a uma mão cheia de nada as oportunidades de Milos Raonic.

O sétimo jogador mundial, um gigante de 1,96 metros nascido há 25 anos em Montenegro, foi um finalista surpresa, mas pouco pode fazer diante da superioridade de Murray, que salvou os únicos pontos de ‘break’ que enfrentou (aos 2-2 no terceiro ‘set’) com bons serviços.

“Não me vou render. Vou voltar a estar nesta posição, ficarei mais forte. Wimbledon é uma oportunidade incrível e ninguém ma vai oferecer. Vou procurar soluções, não vou deixar uma pedra por mexer”, garantiu Raonic.

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