A tenista canadiana Bianca Andreescu, nascida em 2000, é o ‘obstáculo’ que separa a norte-americana Serena Williams do seu 24.º título do ‘Grand Slam’ e sétimo no Open dos Estados Unidos, onde ganhou pela primeira vez em 1999.

Nas meias-finais de quinta-feira, Serena selou a 10.ª presença na final do US Open ao ‘cilindrar’ a ucraniana Elina Svitolina por 6-3 e 6-1, em uma hora e 10 minutos, enquanto Andreescu, que nunca tinha passado a segunda ronda de um ‘major’, bateu a suíça Belinda Bencic por 7-6 (7-3) e 7-5, em duas horas e 12 minutos.

Sábado, a 19 dias de completar 38 anos, a veterana norte-americana tem nova oportunidade para igualar os 24 títulos do ‘Grand Slam’ da australiana Margaret Court (entre 1960 e 1973), numa série que iniciou há 20 anos, antes de Andreescu nascer.

Serena Williams, que ganhou sete vezes na Austrália, três em Roland Garros, sete em Wimbledon e seis em Flushing Meadows, já esteve três vezes a um triunfo deste feito, mas perdeu as duas últimas finais de Wimbledom e a do US Open do ano passado, ao cair face à japonesa Naomi Osaka (6-2 e 6-4).

Desta vez, terá de bater Andreescu, de 19 anos, que esta época já venceu em Indian Wells e o Open do Canadá, precisamente numa final com Serena, ex-número um WTA e atual oitava, que desistiu no início do primeiro ‘set’, quando perdia por 3-1.

A norte-americana não teve dificuldades para chegar pela 10.ª vez à final do US Open, onde ganhou em 1999, 2002, 2008, 2012, 2013 e 2014 e perdeu em 2001, 2011 e 2018, dominando Svitolina, quinta WTA, desde os primeiros instantes, para selar a 101.ª vitória em Flushing Meadows e igualar o recorde de Chris Evert.

No primeiro ‘set’, Serena Williams venceu os três primeiros jogos e fechou o parcial com 6-3 e, no segundo, viu a ucraniana adiantar-se, mas, depois, venceu seis jogos consecutivos, num embate em que salvou os seis pontos de ‘break’ que enfrentou.

Vencedora de 72 títulos WTA, a norte-americana, que ganhou 86% dos pontos em que meteu o primeiro serviço (24 em 28), cometeu mais erros não forçados (17 contra 20), mas compensou-os largamente com 34 ‘winners’, contra 11.

“É impressionante ter a possibilidade de ganhar 20 anos depois do primeiro título e é simplesmente incrível ter igualado o feito de Chrissie (Chris Evert), mas quando venho para o ‘court’ não penso nisso, só em fazer o que posso”, disse Serena.

Por seu lado, Andreescu teve de suar bem mais para ultrapassar Bencic, a ‘carrasca’ de Naomi Osaka, num confronto em que enfrentou um ‘set point’, com 4-5, num primeiro parcial sem quebras de serviço, antes de dominar o ‘tie break’ (chegou a 5-0).

O segundo ‘set’ começou logo com a helvética, 12.ª WTA, a quebrar o serviço à canadiana, 15.ª, feito que repetiu no quinto jogo, adiantando-se para 4-1. Depois, permitiu a quebra no sexto, mas respondeu de imediato no sétimo.

A vencer por 5-2, a suíça parecia lançada para forçar um terceiro ‘set’, mas, então, Andreescu assumiu o controlo do encontro e ganhou consecutivamente cinco jogos, fechando o embate ao terceiro ‘match point’.

“Sempre sonhei como este momento desde criança e sempre acreditei em mim. Poucos acreditariam que o sonho se tornasse real, mas lutei muito para que isto acontecesse e penso que mereço estar na final de sábado”, disse a jovem canadiana.

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