Gastão Elias está a viver a eliminatória mais especial da Taça Davis em ténis, com o duelo inédito entre Portugal e o Brasil a permitir-lhe rever Jaime Oncins, seu antigo treinador e agora ‘capitão’ da seleção brasileira.

“É engraçado. Por enquanto, ainda não sei se irei a jogo ou não, mas [como] não vou estar dentro do campo, não vou sentir tanto isso. Se estivesse lá a jogar e o Jaime diretamente como meu adversário, iria ser mais estranho. Dou-me muito bem com ele, é como se fosse família”, contou à Lusa o tenista da Lourinhã.

O reencontro com aquele que foi o seu treinador durante “cinco anos, talvez um pouco mais” torna o duelo inédito com o Brasil particularmente especial para Elias, que viveu sempre em casa de Oncins durante esse período.

“Os filhos dele são como meus irmãos… Aliás, um deles está a viver em Miami também. Estou quase diariamente com ele. É giro vê-lo outra vez, vê-lo aqui em Portugal – esteve cá tantas vezes. É diferente de qualquer outro confronto de Taça Davis que jogámos até hoje”, defendeu.

Para o 210.º jogador mundial, o confronto que decorre até hoje no Centro Cultural de Viana do Castelo, e que Portugal lidera por 2-0, após os triunfos de João Sousa e Nuno Borges, “é uma eliminatória única” para todos.

“Nunca tivemos oportunidade de jogar contra um país nosso irmão. Toda a gente a falar português dentro do pavilhão”, notou, assumindo ter ficado muito feliz quando o sorteio ditou a seleção brasileira como adversária no duelo para o acesso ao ‘play-off’ de apuramento para as Finais da Taça Davis de 2023: “Sei que o Brasil tem uma excelente equipa, mas é sempre preferível ter um evento destes e poder dividi-lo com pessoas com quem te dás muito bem”.

Com uma relação muito próxima com aquele país, ou não fosse casado com a brasileira Isabela Miró – “acho que se eu não estiver em campo, a mulher torce pelo Brasil” -, Elias corrobora as palavras de Oncins, que, aquando do sorteio da ordem de encontros, definiu o embate como “uma eliminatória sem segredos”.

“É exatamente isso. O trabalho dos treinadores, nesta eliminatória, é um pouco saber gerir as emoções de cada um e deixar, talvez, o jogador em melhor estado mental e o mais tranquilo possível para fazer a melhor performance. Mas, em termos de táticas, de falar português para dentro do campo, não há grande problema”, considerou.

O ‘Mágico’, alcunha que ganhou precisamente na Taça Davis, recordou que “toda a equipa conhece bastante bem os jogadores do Brasil”, como ficou patente na primeira jornada, que satisfez a sua curiosidade de ver “como se iam desenrolar os encontros em piso rápido indoor”, uma superfície em que os brasileiros jogam menos durante o ano e que se comprovou ter sido uma escolha acertada.

“Obviamente, nós temos o público, que é um grande fator e ajuda muito. E, portanto, apesar de ser um duelo muito, muito equilibrado, acredito que temos aquela vantagenzinha, ali a chegar ao minuto 95”, disse o tenista de 31 anos, numa alusão ao futebol, outro dos seus desportos de eleição.

O confronto entre Portugal e Brasil, referente ao Grupo I Mundial da Taça Davis, prossegue hoje, com a seleção nacional a precisar de conquistar apenas um ponto nos três encontros da segunda jornada para avançar para o ‘play-off’ de qualificação para as Finais da Taça Davis de 2023.

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