A "espetacularidade do imprevisto" atraiu hoje centenas de pessoas à Douro-Marina na Afurada/Canidelo, Vila Nova de Gaia, para assistir ao Europeu de 49er, um evento que o secretário de Estado do Desporto acredita ser "espelho de um paradigma novo".

Para hoje estavam marcadas as últimas três regatas de um campeonato que dura desde dia 04 de julho, mas a Comissão de Regatas "trocou as voltas" aos adeptos de vela, tendo decidido pela manhã que todas as provas se iriam realizar em frente à foz do Douro e não em rio, ou seja já praticamente dentro da marina da Afurada/Canidelo.

Apesar disso, algumas centenas de pessoas quiseram assistir à chegada dos barcos numa modalidade que a maioria apelidou de "bonita", mas "pouco conhecida" e em que "tudo pode acontecer" dado o imprevisto dar pelo nome de vento.

"Seria espetacular Portugal ganhar isto porque poucas pessoas ligam, mas é tão bonito e o país é mais do que futebol", disse à agência Lusa Luís Soares, comerciante de 45 anos, um dos curiosos que aguardava, cerca das 15:00, pelo fim da prova.

Luís Soares procurou manter-se de frente para a água, no alto do pontão, mas sempre junto à bandeira portuguesa de forma a "dar sorte", embora se soubesses que a dupla de velejadores Jorge Lima/José Costa, depois de ter liderado a fase de qualificação, já não teria aspirações ao pódio.

A equipa portuguesa acabaria por ficar em 14.º lugar, enquanto o 'ouro' ficou entregue aos neozelandeses Peter Burling e Blair Tuke, uma dupla que não perde qualquer campeonato desde 2012.

Às 16:00, estavam praticamente definidos os resultados, mas só perto das 17:00 os adeptos estreantes ou não na modalidade começaram a desmobilizar.

Em declarações à Lusa, também o secretário de Estado do Desporto e da Juventude, Emídio Guerreiro, embora ressalvando que "existe tradição de vela em Portugal" e não esquecendo que a dupla portuguesa "já está muito bem classificada para os Olímpicos de 2016", falou em "novo paradigma".

"De 2014 para 2015 reforçamos o orçamento, mas o tempo em que um cheque do Estado resolvia tudo já não pode acontecer. Vivemos um novo paradigma, pois cada vez mais autarquias e empresas percebem as vantagens que existem para as economias locais o apoio a estas competições", disse Emídio Guerreiro, acrescentando que foi feito às várias federações o desafio de que "agarrem e tragam para Portugal o máximo de competições internacionais possível".

O campeonato da Europa de 49er em vela terminou hoje, registando a passagem pelas cidades do Porto, Matosinhos e Vila Nova de Gaia, uma vez que as regatas realizaram-se na zona entre o porto de Leixões, foz do Porto, e estuário do rio Douro em frente à Douro-Marina na Afurada/Canidelo, 125 tripulações de 36 países, entre as quais campeões Mundiais e Olímpicos.

O campeonato da Europa de 49er em vela juntou - ao longo de nove dias de provas realizadas na zona entre o porto de Leixões, foz do Porto, e estuário do rio Douro em frente à Douro-Marina na Afurada/Canidelo, concelhos de Matosinhos, Porto e Vila Nova de Gaia - 125 tripulações de 36 países, entre as quais campeões Mundiais e Olímpicos.

Apesar de ser um Europeu, tratou-se de um campeonato com caraterísticas de 'open', ou seja aberto a participantes de todo Mundo, e as regatas serviram de prova de seleção para alguns países que querem marcar presença nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

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