O selecionador português de voleibol considerou que a sua equipa "tem de se transcender" na participação na terceira jornada da Liga das Nações da modalidade, que se realiza em Gondomar.

A formação lusa irá defrontar, entre sexta-feira e domingo, o Brasil, a China e a Sérvia, estando necessitada de vitórias para garantir a manutenção na prova.

“Esperamos que o fator casa faça a diferença, pois sabemos que estamos numa competição de dificuldade máxima, e frente a equipas tão rotinadas. Acredito que o apoio do público nos dê a energia para sermos capazes de nos transcender, porque temos de o fazer", disse Hugo Silva.

Com apenas uma vitória [frente à Bulgária] nos seis jogos realizados nas duas rondas anteriores, na Argentina e na Rússia, o selecionador reconhece que houve "alguma ansiedade da equipa", mas também lembrou o nível de dificuldade da competição.

"Não há seleções fracas nesta competição. Comparo esta prova a um campeonato do mundo ou a uns Jogos Olímpicos, onde só estão os melhores. Vamos neste fim de semana defrontar adversários que estão tranquilos, que sabem que não vão descer, e para nós será muito importante mantermo-nos neste patamar por mais três ou quatro anos para crescer", disse Hugo Silva.

Já Alexandre Ferreira, jogador da seleção portuguesa, vincou a evolução da equipa das ‘quinas’ nos últimos anos, e mostrou a convicção de que a formação lusa pode amealhar triunfos nesta jornada.

"Qualquer jogador vai para ganhar. É uma competição longa, com muitos estilos de jogos diferente, vamos pensar jogo após jogo. Apesar de achar o Brasil muito complicado, creio que as outras duas vitórias estão ao nosso alcance", disse o jogador.

Alexandre Ferreira acredita que "o fator casa pode dar uma grande ajuda" e perspetivou que, disputadas duas jornadas [das cinco], Portugal possa "estar ao melhor nível".

Da parte dos adversários, o capitão da Sérvia, Nicola Jovovic, também apontou o crescimento da seleção portuguesa.

"Vamos ter quatro estilos de jogo diferentes. Toda gente sabe o potencial do Brasil, que a China é uma grande surpresa e que está a crescer muito, e que Portugal tem vários jogadores a atuar na Europa, e, jogando em casa, é perigoso para todas a equipas, pois têm boa técnica e estratégia", disse o sérvio.

Do lado Brasil, o selecionador Renan Zotto também apontou a diversidade dos estilos de jogo das quatro equipas que se vão defrontar no Pavilhão Multiusos de Gondomar.

"A Sérvia joga muito com a força e velocidade, a China é muito forte na defesa e no volume de jogo, e a seleção portuguesa é uma mistura das escolas asiáticas e europeias. Tenho a certeza de que vai ser um grande fim de semana de voleibol”, disse o técnico ‘canarinho'.

Já o selecionador da China, Raul Lozano, falou numa prova "com um nível competitivo extraordinário", embora vincando as dificuldades de um calendário disputado em vários países.

"É uma competição muito especial, mas muito dura para as equipas, sobretudo pelas viagens, mudando constantemente de continentes e fusos horários. Nesse aspeto, as quatro seleções estão ao mesmo nível pelas recentes deslocações que tiveram", disse o técnico do conjunto asiático.

Portugal inicia a sua prestação nesta terceira jornada da Liga das Nações de voleibol defrontando a China, na sexta-feira (21:00), medindo, depois, forças com a Sérvia, no sábado (19:00), e fechando a ronda com o Brasil, no domingo (18:00).

Todos os jogos entre as quatro seleções serão disputados no Pavilhão Multiúsos de Gondomar.

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