Os primeiros velejadores da Ocean Race, a maior regata do mundo, são esperados esta noite no Mindelo, mas o primeiro-ministro promete que os impactos justificaram a aposta de trazer a “Fórmula 1” do mar para Cabo Verde.

“Valeu a pena pelos impactos. Nós estamos a falar do maior evento desportivo náutico do mundo, a Ocean Race. Isto é equivalente à ‘Fórmula 1’. Vem para Cabo Verde, para São Vicente, representa notoriedade ao mais alto nível, colocamos São Vicente e o Mindelo no mapa de provas e eventos desportivos náuticos, isso significa que teremos mais eventos daqui para a frente”, afirmou o primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, em entrevista à Lusa, durante a visita à Ocean Race Village, instalada junto à Baía do Mindelo.

O espaço, criado pelo Governo e pela organização, será o centro da prova, dos eventos e dos espetáculos de música que vão decorrer durante a etapa na ilha de São Vicente. Inclui instalações para atracagem e acolhimento da Ocean Race, a maior e mais antiga regata do mundo, durante os cinco dias, de 20 a 25 de janeiro, enquanto a organização espera na ilha mais de 7.000 visitantes.

“Também demonstra nossa capacidade de organização, toda a logística, que é muito exigente em ações deste tipo. Estivemos à altura e representa economia para a ilha. Repare, os hotéis estão cheios, restaurantes precisam até de reforçar a sua capacidade de resposta. Isto é muito bom. Depois são investimentos que ficarão. Todo o ecossistema que irá continuar e irá ser desenvolvido em termos de infraestruturas, para podermos receber outras provas, em outros momentos”, assumiu ainda.

De acordo com Ulisses Correia e Silva, a etapa em Cabo Verde da Ocean Race resultou do financiamento do Estado, do Banco Mundial e de empresas patrocinadoras: “Um investimento que tem um retorno muito forte para o país, para a imagem e notoriedade do país, para o seu posicionamento estratégico a nível do desenvolvimento do turismo”.

“Também para uma mensagem muito forte, porque isto vai estar associado à Ocean Summit [na segunda-feira], que é a Cimeira dos Oceanos, onde vamos ter individualidades do mais alto nível para poder posicionar Cabo Verde também com centralidade relativamente à problemática da proteção dos oceanos e da biodiversidade marinha”, acrescentou.

A 14.ª edição da Ocean Race partiu em 15 de janeiro de Alicante, Espanha, rumo a Cabo Verde com uma equipa 100% portuguesa, a bordo do VO65 Racing for the Planet, a competir na Ocean Race Sprint Cup, disputada por seis veleiros.

A celebrar os 50 anos desde o nascimento em 1973, a Ocean Race mudou este ano de formato e colocará duas classes em competição na mais difícil prova de circum-navegação à vela por equipas.

A continuidade da etapa em Cabo Verde em futuras edições é algo que segundo o primeiro-ministro está em cima da mesa: “No seu tempo iremos analisar. Para além da Ocean Race, podemos receber outras provas que existem, não com esta dimensão, mas já estaremos já com um bom posicionamento”.

Contudo, afirma que a etapa cabo-verdiana “será um bom exemplo” do que o país é capaz de fazer.

“E isso cria também confiança de que podemos estar ao mais alto nível relativamente à organização de eventos muito exigentes como a Ocean Race”, concluiu.

A primeira etapa da prova, de 1.900 milhas náuticas (3.520 quilómetros), termina na Baía do Mindelo e a segunda, com destino à Cidade do Cabo, África do Sul, deverá iniciar-se em 25 de janeiro, depois da paragem de cinco dias em São Vicente.

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