O francês Sébastien Ogier (Toyota Yaris) chega ao último dia na liderança do rali de Monte Carlo, prova de abertura do Campeonato do Mundo, depois de hoje ter destronado o compatriota Sébastien Loeb (Ford Puma).

Ogier deu-se melhor com as condições traiçoeiras da quinta e última especial, concluindo o dia com o tempo de 2:19.43,1 horas, deixando Loeb na segunda posição, a 21,1 segundos.

O irlandês Craig Breen (Ford Puma) chegou ao terceiro lugar, já a 1.26 minutos, aproveitando o despiste do britânico Elfyn Evans (Toyota Yaris).

Ogier chegou à liderança ainda na sessão matinal, ao vencer dois dos três troços disputados – Evans vencera logo a abrir o dia, antes de cometer o erro que o fez baixar para 26.º, depois de o carro ter ficado preso fora da estrada.

Mas, a confiança do piloto francês da Toyota, atual campeão em título, fez a diferença na derradeira especial, a Sisteron, a mais perto da localidade de Gap, de onde é natural Ogier, que conta com 10 triunfos em Monte Carlo.

Loeb decidiu montar pneus slicks (lisos) em vez de pneus com pregos, mais eficazes no gelo, uma estratégia copiada com sucesso por Ogier, que ganhou 16,1 segundos ao compatriota.

A especial foi conquistada pelo finlandês Kalle Ravenperä (Toyota Yaris), que ainda foi cinco segundos mais rápido do que Ogier com pneus de tacos montados numa especial com gelo, neve e partes de piso seco.

Desta forma, Sébastien Ogier, de 38 anos, chega ao derradeiro dia de prova com 21,6 segundos de vantagem sobre Loeb, que na sexta-feira se tornara no mais velho piloto a liderar um rali, aos 47 anos.

“Estava a planear montar os pneus da neve, porque era a opção mais segura, mas vi que o Séb [Loeb] ia com os slicks e decidi trocar [os pneus] à última hora. Foi complicado pilotar em algumas zonas, mas foi divertido guiar nas zonas secas”, explicou Ogier, que este ano fará apenas algumas provas do campeonato, para se dedicar às resistências.

Com 16,1 segundos de atraso, Loeb, que poderia tornar-se no mais velho a vencer uma prova do Mundial, dá a luta quase como perdida.

“Agora, a distância já é grande. Tentámos, mas o Ogier viu e mudou à última hora. Foi complicado com os slicks, era muito fácil cometer erros, mas chegámos ao fim”, frisou Loeb, vencedor por sete vezes no Mónaco.

O belga Thierry Neuville (Hyundai i20) é o melhor representante da marca coreana, mas apenas no sexto lugar, já a 7.44,1 minutos do líder, depois de ter perdido algum tempo a reparar o amortecedor dianteiro direito, que se partiu.

O estónio Ott Tänak (Hyundai i20), campeão em 2019, acabou por desistir, depois de ter sofrido dois furos e um despiste.

No domingo, disputam-se as últimas quatro classificativas do rali, com um total de 67,26 quilómetros ao cronómetro.

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