Como já tinha previsto há duas semanas nesta crónica, a paragem da Liga por causa da seleção e o fecho do mercado de transferências iria trazer uma normalização de exibições em algumas equipas.

Leonardo Jardim afirmou que a paragem não tinha sido benéfica para o seu clube e temia que o Sporting pudesse vir a demonstrar mais fragilidades do que os primeiros jogos poderiam supor. Confirmou-se!

Por outro lado, o Benfica sem apresentar ainda processos estabilizados ao nível da sua identidade, conseguiu a terceira vitória consecutiva e isso provoca sempre um acréscimo de confiança. Afinal é melhor aperfeiçoar o que está mal com vitórias do que com derrotas. 

Mas este fim-de-semana fica marcado pela confirmação de Marco Silva, treinador do Estoril, que perdeu três peças fundamentais nesta época desportiva e viu dois jogadores serem expulsos a jornada passada. Jogo após jogo, Marco Silva demonstra que será mais um dos possíveis treinadores a singrar num dos grandes ou no estrangeiro. Bastante ponderado e estruturado na forma como apresenta as suas ideias, introvertido até, apresenta resultados, desenvolve jogadores, comunica de forma bastante estratégica com o intuito de nunca passar euforia ou criar falsas expectativas. E em geral, o treinador português precisa de comunicar de forma mais assertiva e ‘medindo’ o impacto que as suas palavras podem alcançar!

O treinador possui cada vez mais impacto com as suas palavras e atos! A novidade é que a vastíssima diversidade de imprensa e órgãos de comunicação alarga ainda mais esses horizontes. E as suas palavras podem ser um pilar fundamental no alcançar dos seus objetivos ou constituir-se ainda mais como um novo obstáculo. 

Três exemplos:

- José Mourinho: A forma como tem comunicado quando se refere à sua equipa não é coerente com a identidade que as suas equipas têm apresentado. Real Madrid foi demais evidente que era um conjunto de indivíduos e algumas boas individualidades. Mas sem compromisso coletivo. Agora no Chelsea, a equipa parece que apenas se une, coopera ou se compromete quando o adversário é teoricamente de igual qualidade ou superior, aparecendo desligada ou até desmotivada contra adversários como o Fulham desta semana, Basileia, Everton, etc. 

- Paulo Fonseca: O treinador do FC Porto, após o jogo com o Áustria de Viena, quis passar a imagem que o seu clube apenas não tinha conseguido melhor exibição porque tinha defrontado um adversário com bastante qualidade. Não conseguiu. Não apenas porque quem viu o jogo constatou o contrário, mas porque o estilo comunicacional ainda não cativou os adeptos. Mesmo os do clube azul e branco. É preciso ser mais assertivo e empático.

- Marco Silva: O treinador ainda não ganhou nada, a não ser a admiração pelos processos e regularidade que apresenta nas duas épocas. Mas apresenta uma comunicação sempre muito clara e concisa. Não permite grandes desvios do seu enfoque. Existe coerência! A comunicação não ganha jogos. Mas demonstra que há uma organização emocional e comunicacional. E se isto não marca golos, ajuda muito os atletas a marcar! 

Seja o melhor treinador de bancada!

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