‘Não é como começa, mas sim como acaba’, dizem os treinadores. É verdade, mas começar bem é importante e o FC Porto, após uma pré-época forte com sinais de um bom alinhamento coletivo, reforçou ainda mais a confiança.  

Nas pré-épocas, todo o tempo é curto para tanto trabalho que as equipas têm de realizar. Recrutar novos atletas, inclui-los o mais rapidamente possível no grupo e alinhar dinâmicas para que o sentido coletivo se alcance o mais cedo possível são algumas das tarefas que os treinadores tentam concretizar de forma célere. 

Neste caso, o campeão nacional procurou o mais rapidamente possível deixar sair dois dos jogadores fulcrais da época anterior e que teriam mercado e assim, ter mais tempo para se adaptar a duas novas realidades e necessidades: sem João Moutinho e James para esta época, e perceber como é que vão colmatar com os que já lá estavam e os novos. Pelo que foi possível observar na Supertaça em Aveiro, apresenta já índices muito interessantes a todos os níveis. Fisicamente para esta altura da época, taticamente com novos jogadores bem integrados a marcarem golos, e com uma atitude proactiva e confiante na posse e gestão e bola. 

Por outro lado, o adversário direto na conquista da Liga principal nacional tem demonstrado o inverso. O SL Benfica luta para conseguir achar um equilíbrio a diversos níveis. Tático com a necessidade de adaptar novos jogadores e ajustar-se ao imbróglio de ter ou não ter Cardozo. Em termos de mercado, tenta não perder as pedras fundamentais da época passada como Matic, Salvio e Garay – pelo menos estes três - e mentais porque a equipa parece cair em termos anímicos com tanta indefinição interna e golo sofrido. 

Vai ser mais uma longa maratona esta época desportiva, com muitas competições é verdade, mas a nível interno, a nossa Liga é demasiado fraca e não dá grandes hipóteses de recuperação para que quem começa mal. E daí, em Portugal, começar bem pode interessar quase tanto como se termina.

Por último, umas palavras para os treinadores. Paulo Fonseca entrou da única forma que poderia entrar nesta nova realidade, a ganhar. Rui Vitória continua a prolongar o seu bom trabalho da época passada, só que este adversário não entrou perdido como o adversário do final da Taça de Portugal em Maio. Jorge Jesus encontra-se num mundo onde tudo lhe vai ser cobrado e onde as expectativas sobre o seu sucesso são cada vez menores. Leonardo Jardim ao contrário de Jesus, pouco lhe vai ser cobrado e basta uma vitória para que as expectativas aumentem.

Uma coisa parece certa, a bola começa a rolar e o final do período de transferências vai abanar as dinâmicas das equipas e dos treinadores!

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