Em vésperas da segunda edição do MOCHE XL ESPORTS as expetativas são elevadas e a organização, a cargo da E2Tech, espera bater os números do ano passado: 20.000 pessoas presentes no Altice Arena e 1,6 milhões de pessoas assistiram à transmissão durante os 2 dias. Estes números formam uma espécie de cartão de visita ao já considerado maior evento de eSports português que atrai cada vez mais marcas para chegar às grandes massas, salienta Pedro Silveira, o CEO da e2TEch em entrevista ao SAPO Desporto. “As marcas no nosso evento têm oportunidade de poder ativar de uma forma muito próxima com os visitantes, através das várias áreas criadas ao longo do Altice Arena”, refere o empresário.

Pedro Silveira espera manter o nível apresentado na edição anterior, querendo trazer aos portugueses o melhor conteúdo exclusivo possível, prometendo algumas novidades ainda por revelar presentes nos próximos dias 15 e 16 de junho no Altice Arena. Questionado sobre se os portugueses já compreendem melhor o fenómeno dos desportos eletrónicos, salienta que o MOCHE XL ESPORTS é, para além de um evento dedicado às competições, um espaço onde os visitantes podem interagir, jogar e conhecer algumas novidades nos videojogos, incentivando a família e amigos a participar. “Os portugueses na edição anteriores, ficaram com o carimbo de que este é um evento para ficar e para continuar a brilhar no futuro”.

Para elevar a fasquia face ao ano passado, a organizações aumentou o valor do prize pool da competição de CS: GO, de 50.000 dólares para 75.000 dólares para esta competição, mantendo o valor dos restantes torneios. E isso permitiu à organizou atrair cinco equipas de topo a nível internacional, como o caso da Windigo, GamerLegion, BIG, Virtus Pro, e como cabeça de cartaz os brasileiros Furia, equipa que ocupa a 5ª posição no ranking mundial de CS: GO. A final da WGR Master League Portugal abre lugar a uma sexta equipa portuguesa para este torneio de elite.

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Pedro Silveira garante que o evento MOCHE XL ESPORTS colocou Portugal no mapa do calendário internacional de eSports, mas não só. “O nosso publico, equipas e jogadores pelo mundo fora têm mostrado que o nosso país tem muito valor nos eSports mas pela nossa dimensão, o crescimento não tem sido de igual forma como a nossa vizinha Espanha”, salientando que é necessário um alinhamento de vários playmakers do mercado, desde as grandes marcas, organizações, eventos, instituições e por fim equipas e jogadores para fazer crescer o “ecossistema dos eSports”.

E o crescimento dos desportos eletrónicos também tem atraído os clubes tradicionais de futebol, com Pedro Silveira a destacar que o Sporting CP foi pioneiro em Portugal a mostrar que os eSports são uma aposta fundamental para atrair público mais novo, que se está a afastar dos estádios de futebol. “Os clubes tradicionais portugueses estão já quase todos nos eSports, contudo e ainda necessária uma aposta mais forte destas grandes instituições”, remata o empresário “para golo”.

Um fator que tem ajudado a credibilizar o panorama dos eSports foi a criação da Fepodele, a Federação Portuguesa dos Esports, que segundo Pedro Silveira “é mais um passo para o desporto eletrónico, que necessita de mais profissionalização e de apoio do Governo português. A credibilização dos eSports receberá um enorme apoio a partir do momento em que for considerado um desporto pelos governos”, destacando que a partir daí o caminho terá um ritmo ainda mais forte.

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