Tal como se previa, o Sevilha entrou no Sánchez-Pizjuán a todo o gás e sufocou o Braga nos primeiros minutos. No entanto, cedo o Braga mostrou que estaria sempre pronto a espreitar o contra-ataque e surpreender os espanhóis.

À beira dos 15’, Matheus ganhou na raça e quase conseguiu o remate para o 1-0, cortado no último momento pelo central do Sevilha. Foi a primeira ocasião flagrante de golo e a resposta do Sevilha veio por Fabiano, com o avançado a adiantar-se a Felipe e a ficar muito perto de inaugurar o marcador.

Aos 22’, Jesus Navas deixou Luís Fabiano na cara de Felipe, mas o brasileiro do Sevilha esqueceu-se da bola e deixou escapar uma oportunidade flagrante para mexer no marcador.

O Braga não se mostrava amedrontado e deu sempre resposta à equipa de Alvarez, com Matheus sempre em destaque e a recorrer à velocidade para deixar a cabeça em água aos defesas espanhóis.

Tanto o avançado do Braga batalhou que acabou por receber o prémio à passagem da meia hora. Paulo César conduziu a jogada de ataque e fez o remate à entrada da área, Palop não segurou e Matheus, sempre oportunista, empurrou para o 1-0, levando a festa aos cerca de 1500 adeptos portugueses presentes na cidade andaluz.

À entrada para o segundo tempo o cronómetro começou a correr a favor dos bracarenses, mas não se pense que a equipa de Domingos em alguma altura se desnorteou com a pressão sevilhana. Aguentou, soube esperar para responder e voltou a calar o Sánchez-Pizjuán.

Em contra-ataque e apanhando o Sevilha balanceado no ataque, Lima aproveitou um cruzamento milimétrico para fazer o 2-0 e praticamente selar a eliminatória.

O Sevilha sentiu logicamente o golo e os milhões da Champions escaparem por entre os dedos, mas reagiu da melhor maneira e empurrado pelas gargantas incansáveis do Sánchez-Pizjuán conseguiu reduzir a desvantagem logo de seguida por intermédio do inevitável Luís Fabiano.

Era a pior fase do Braga e poucos minutos depois José Carlos voltou a assustar Felipe ao enviar com estrondo à barra. O Sevilha empurrou o Braga às cordas e sucederam-se os lances perigo junto da baliza minhota.

Jesus Navas já tinha ameaçado e com 5 minutos para jogar repôs a igualdade no marcador, enganando Elderson ao aparecer nas suas costas e rematando sem hipótese para Felipe.

Se se pensava que seriam minutos de sufoco até final para o Braga, Lima tratou imediatamente de desfazer esse equívoco. Sílvio isolou-o e o brasileiro contornou Palop e atirou para a baliza deserta. Era o 3-2 final perante o desespero dos jogadores do Sevilha.

Lima ainda quis fazer história em cima da história e completou o hat-trick sobre os 90’. Canto de Alan e o brasileiro a aparecer ao primeiro poste a desviar sem hipótese para Palop. O jogo parecia louco e Kanouté ainda foi a tempo de fechar a contagem, embora de pouco valesse no que diz respeito ao desfecho da eliminatória.

Depois de já ter vencido por 1-0  na Pedreira, em Braga,  o apito final em Sevilha foi histórico e a equipa de Domingos há-de ficar na história do clube pelo feito concretizado esta noite: em 89 anos de história é a primeira vez que o SC Braga chega à prova mais importante da UEFA, a Liga dos Campeões.

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