A pandemia de Covid-19 está a assolar o desporto mundial de uma forma nunca antes vista. Quase todas as provas foram suspensas ou adiadas e em muitos países europeus não há previsão sobre a retoma da atividade desportiva.

No futebol, o desporto que mais dinheiro movimento no mundo, os clubes estão parados, os atletas e os adeptos em casa e a economia que esta modalidade movimenta... está parada e não gera receitas.

Todas estas condicionantes estão a mudar o planeamento do futebol como negócio e alguns emblemas já estão a sentir os seus efeitos. Equipas como o Werder Bremen e Borussia Monchengladbach, da Alemanha, Lyon, de França e Hearts, da Escócia, anunciaram a redução nos salários dos jogadores e alguns despedimentos de staff para fazer frente a crise instalada, devido ao novo coronavírus.

Escreve o jornal 'Marca' que a FIFA está atenta a este fenómeno e quer colocar em campo algumas medidas para travar o que poderá ser o fim de alguns emblemas como as conhecemos. Claro que tudo estará relacionado com a luta contra o novo coronavírus e o tempo que esta pandemia irá durar.

Para já, o primeiro impacto deverá ser sentido no mercado de transferências do próximo verão. Com muito menos dinheiro a entrar nos cofres dos clubes, haverá menos para gastar, pelo que muito dificilmente iremos ter transferências na casa dos 100 milhões de euros.

Até agora, nove jogadores foram vendidos acima dos 100 milhões de euros: Cristiano Ronaldo, João Félix, Neymar, Phellype Coutinho, Kylian Mbappé, Eden Hazard, Gareth Bale, Ousmane Dembelé e Paul Pogba.

Com a queda das verbas a pagar nas transferências, quem sofrerá mais serão os clubes vendedores, como os principais emblemas portugueses. Os emblemas mais modestos terão também de se adaptarem, gastando menos em compras e pagando salários mais baixos. Se dantes havia clubes com problemas de liquidez para pagar salários, com o futebol parado, tudo será pior. Nalguns emblemas, os salários ocupam 75 por cento do orçamento anual dos mesmos e, sem entrada de capital, a situação poderá ser catastrófica.

Quando o futebol voltar aos relvados, nada será como dantes. A situação inesperada provocada pelo novo coranavírus está a obrigar os emblemas a organizarem-se de forma diferente. Poucos clubes contemplam nos seus orçamentos uma verba para situações excecionais. O Real Madrid, por exemplo, tinha 28 milhões de euros em caixa para utilizar em qualquer circunstância inesperada, relata a 'Marca'. Se a situação de pandemia se prolongar por muito mais tempo, esta verba será insuficiente. Isto num emblema da dimensão do Real Madrid.

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