O presidente da FIFA, Gianni Infantino, compreende a realização de jogos de futebol sem adeptos nas bancadas para tentar controlar o coronavírus Covid-19, mas considera que a medida é "insustentável" a longo prazo.

"Não acho que seja sustentável no longo prazo jogar à porta fechada", afirmou Infantino, à margem de uma reunião do organismo que rege o futebol mundial em Belfast, na Irlanda do Norte, sublinhando, contudo, que "cabe aos organizadores das competições decidir o que é melhor em cada caso".

Pela segunda semana seguida, alguns jogos em Itália - o país europeu mais afetado até ao momento pelo Covid-19 -, incluindo o clássico entre a Juventus e o Inter de Milão, agendado para domingo, vão ser disputados sem a presença de público.

"Obviamente, no curto prazo pode ser uma solução de forma a ultrapassar a questão. Mas não é possível imaginar que, durante alguns meses, uma competição ser disputada, com vários encontros a serem jogados, à porta fechada", realçou o líder da FIFA.

Relativamente à possibilidade de haver alterações nos próximos encontros entre seleções, marcados para março, entre os quais se conta uma deslocação de Itália a Inglaterra, Infantino deixou tudo em aberto.

"Não posso excluir nada neste momento. Espero que nunca tenhamos que ir nessa direção. Não podemos subestimar e dizer que não há nenhum problema, mas não precisamos de exagerar e entrar em pânico. Temos que seguir as instruções dadas pelas autoridades", vincou.

A Liga italiana de futebol confirmou na quinta-feira que o jogo entre a Juventus e o Inter de Milão, agendado para domingo, bem como outras quatro partidas do campeonato, vão ser disputados à porta fechada, devido ao coronavírus Covid-19.

Entre os cinco jogos da 26.ª ronda da prova que vão ser disputados sem público nas bancadas está o embate entre a líder Juventus, do internacional português Cristiano Ronaldo, e o Inter de Milão, que é terceiro colocado, marcado para domingo.

As outras partidas em questão são Udinese-Fiorentina, Milan-Genova, Parma-Spal e Sassuolo-Brescia.

O Covid-19, detetado em dezembro na China e que pode causar infeções respiratórias como pneumonia, provocou pelo menos 2.858 mortos e infetou mais de 83 mil pessoas, de acordo com dados reportados por meia centena de países e territórios. Das pessoas infetadas, mais de 36 mil recuperaram.

Além de 2.788 mortos na China, há registo de vítimas mortais no Irão, Coreia do Sul, Itália, Japão, Filipinas, França, Hong Kong e Taiwan.

A Organização Mundial de Saúde declarou o surto do Covid-19 como uma emergência de saúde pública internacional e alertou para uma eventual pandemia, após um aumento repentino de casos em Itália, Coreia do Sul e Irão.

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