O campeonato nacional sub-23 vai mesmo avançar na próxima temporada. A competição que será organizada pela Federação Portuguesa de Futebol está a causar algumas indefinições na próxima edição da II Liga. É que já há clubes que confirmaram que não vão manter as equipas B nesta competição em detrimento da nova que arranca na próxima época.

Para já o Sporting é a única equipa que confirmou a extinção da equipa B, mas Pedro Proença, presidente da Liga Portugal, quer evitar novas desistências e já sublinhou que é possível a coexistência das formações secundárias com as de sub-23 que serão criadas para um novo campeonato.

No Congresso ‘O Futuro do Futebol’, organizado pelo Sporting, Proença mostrou números para sublinhar que é importante manter as equipas secundárias de SL Benfica, FC Porto, Sporting, V. Guimarães e SC Braga na Segunda Liga.

“Atuaremos sempre em defesa do futebol português e nunca contra ninguém. As equipas B e as do campeonato de sub-23 que aí vem são complementares, devem estar a decorrer em paralelo. Não se pode dar ao luxo de abdicar de oito mil atletas que encontrem dificuldades na transição dos juniores para os seniores”, sublinhou Proença, acrescentando:

“O futebol português não pode abdicar de 375 milhões de euros, montante arrecadado em jogadores que passaram pelas equipas B desde 2012. Em 2016/2017 foram 132 milhões de euros gerados por jogadores que atuaram nas equipas B. Parte do sucesso das seleções jovens de Portugal vem do investimento dos clubes nas equipas B, que tem dado imenso retorno desportivo e financeiro. Portugal não pode abdicar deste mercado.”

Entre 2012 e 2017, Benfica, Sporting, FC Porto, Sporting de Braga, Vitória de Guimarães e Marítimo já fizeram 375,1 milhões de euros em venda de jogadores que passaram pelas suas equipas secundárias.

Segundo dados compilados pela Liga Portugal, o Benfica é a equipa que mais ganhou com a venda de jovens promessas da equipa secundária, num total de 213,75 milhões de euros. Neste capítulo inserem-se as transferências de jogadores como Renato Sanches, Gonçalo Guedes, Bernardo Silva, Lindelöf, Nélson Semedo, André Gomes e João Cancelo.

Já a transferência mais rentável foi a de João Mário para o Inter de Milão, num negócio que valeu 40 milhões de euros aos cofres leoninos, mais dois do que valeu ao FC Porto a transferência de André Silva. O ‘top’ das dos maiores negócios é fechado por oito jogadores que passaram pela Academia do Seixal.

No topo da lista das equipas que mais aproveitaram os jovens provenientes da formação está o Vitória de Guimarães. Entre 2012 e 2017, os vimaranenses utilizaram na equipa principal 17 elementos oriundos da formação secundárias, contra 14 do Sporting e 11 do Sporting de Braga.

Os números apresentados por Pedro Proença no Congresso ‘O Futuro do Futebol’ confirmam que as equipas B são um modelo de sucesso e, nesse sentido, o dirigente vai apresentar as conclusões da Liga Portugal aos restantes parceiros europeus num seminário que irá decorrer em Edimburgo, na Escócia, nos próximos dias 5 e 6.

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