Francisco Neto e Montsé Tomé, selecionadores de Portugal e Espanha, manifestaram hoje o desejo de uma candidatura conjunta a um Mundial feminino de futebol, possibilidade adiada para 2039 após a inviabilidade da organização em 2035.

“Ficaria muito satisfeita se se jogasse um mundial em Espanha, até pela possibilidade de podermos receber as melhores futebolistas do mundo. Mas não posso dizer mais, porque não sei”, disse hoje a espanhola Montsé Tomé, na véspera do confronto com Portugal, a contar para o Grupo A3 da Liga das Nações feminina.

O selecionador luso foi ainda mais parco nas declarações, reconhecendo apenas ter sido “informado pela Federação (Portuguesa de Futebol) de que Portugal estava interessado em fazer uma candidatura”.

“Mas não sabemos nada mais do que isso”, acrescentou Francisco Neto, no dia em que se soube que a candidatura do consórcio formado por Portugal, Espanha e Marrocos ao Mundial de 2035 não foi oficializada, devido ao país africano ter desistido de concorrer para aquela edição.

A notícia foi hoje confirmada pelo presidente da FIFA, Gianni Infantino, durante a abertura do 49.º Congresso da UEFA, em Belgrado, deixando caminho livre para o Reino Unido, “única candidatura apresentada ao Campeonato do Mundo de 2035”.

No ar existe, no entanto, possibilidade de ser apresentada a mesma candidatura conjunta ao Mundial de 2039, “faltando agora formalizar” a mesma, segundo disse hoje à Lusa fonte conhecedora do processo.

A própria Federação Portuguesa de Futebol (FPF) já confirmou na sua página oficial estar em conversações com as suas congéneres espanhola e marroquina “para uma candidatura conjunta à organização do Mundial marcado para 2039”.