O presidente do Instituto Português do Desporto e da Juventude (IPDJ), Vítor Pataco, disse hoje estar “muito satisfeito” com o clima menos turbulento em torno do futebol português nesta nova temporada.

“Quem está preocupado com uma atividade desportiva saudável - seja da relação dos espetadores com o jogo, seja daquilo que se passa no campo - fica sempre satisfeito quando não há ruído, problemas ou violência. Pessoalmente, na qualidade de presidente do IPDJ, fico muito satisfeito, e o nosso desejo é que todos os agentes consigam inculcar que a indústria do futebol, em particular, só ganha com atitudes corretas”, afirmou.

Em declarações à margem da apresentação da Semana Europeia do Desporto, no Estádio Nacional, em Oeiras, o líder do organismo público reiterou também o “alívio” de não ter de atuar mais na esfera da interdição de adeptos nos estádios. Questionado sobre a diminuição do número de interdições efetuadas agora sob a égide da Autoridade para Prevenção e o Combate à Violência no Desporto (APCVD), Vítor Pataco disse não ter de ficar surpreendido.

“Quando esses assuntos estavam na esfera do Instituto era uma preocupação diária e um desvio do que é a nossa preocupação central: promover a prática desportiva e criar condições para que as coisas corram bem. Não tenho de ficar surpreendido, porque nem sei em detalhe neste momento como estão os processos a ser desenvolvidos. Neste momento a responsabilidade é da APCVD”, vincou.

Dados recentemente publicados na imprensa revelaram que o IPDJ interditou em definitivo na época 2017/18 um total de 13 pessoas de entrar em recintos desportivos, enquanto a APCVD decidiu somente duas interdições definitivas desde que foi criada pelo governo em novembro de 2018. Com cerca de duas dezenas de adeptos proibidos de entrar nos estádios, Vítor Pataco admite que o número pode não refletir a realidade, mas prefere dar tempo à nova entidade.

“Não conheço os dados e a forma como estão a ser tratados. Admito que a função e o desenvolvimento do trabalho da Autoridade possam trazer resultados positivos não no curto, mas no médio prazo, porque o papel da Autoridade é também de prevenção e não apenas de punição. Se tivermos poucas punições, pode significar que a prevenção está a funcionar”, sentenciou.

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