Quase seis anos depois da última derrota em jogos oficiais, Portugal voltou a ser derrotado. Frente à Espanha, a equipa orientada por Rui Jorge perdeu por 3-1 com golos de Saúl Niguez, Sandro Ramires e Iñaki Williams enquanto Bruma marcou para Portugal.

Com um lugar nas meias-finais em jogo, a ‘final antecipada’ como tinha sida descrita começou combativa. Portugal tinha o meio-campo reforçado com a presença de Renato Sanches – tinha sido suplente utilizado no primeiro jogo - e foi capaz de conter as investidas da ‘favorita’ Espanha.

A primeira oportunidade de perigo foi para Portugal aos 10 minutos. Daniel Podence aproveitou uma desatenção da defesa espanhola para rematar forte à baliza defendida por Kepa. O extremo do Sporting teve pontaria a mais e acerto bem no centro do poste da baliza espanhola.

Mais perigoso e com Cancelo em grande forma pelo lado direito, Portugal ia criando perigo e mantendo o domínio do encontro. No contra-ataque, a Espanha ia tentando chegar perto da baliza defendida por Bruno Varela. A posse de bola dava conta da superioridade lusa (61% para Portugal).

Aos 20 Minutos Saúl Niguez deu vantagem a Espanha com uma jogada digna dos melhores do Mundo. O médio do Atlético de Madrid ultrapassou quatro jogadores de Portugal para bater Bruno Varela e abrir a contagem na Polónia. Rúben Semedo fica mal na fotografia pela passividade que mostrou na hora de atacar o lance.

Até ao intervalo Portugal ia tentando organizar-se, mas a Espanha tinha controlo do jogo desde que tranquilizou com o golo marcado. A equipa espanhola ainda esteve perto de dobrar a vantagem por duas ocasiões, mas sem sucesso. A formação de Rui Jorge ia mostrando fragilidades com várias perdas de bola e passes errados que permitiam uma Espanha mais perigosa.


Segundo tempo com Portugal a entrar forte

No segundo tempo, Portugal entrou forte e a tentar alterar o rumo do jogo. Podence aproveitou uma perda de bola infantil de Deulofeu aos 46 minutos para se aproximar da baliza espanhola. O jogador do Sporting deixou para Bruno Fernandes que rematou para uma defesa de instinto de Kepa.

Na resposta, Espanha esteve a centímetros do segundo golo. Após uma grande jogada de Bellerin pela direita, a bola atravessou a linha defensiva de Portugal num ressalto que sobrou para Asensio. O médio dominou e rematou para a baliza sem hipóteses para Bruno Varela que, batido, viu Edgar Ié cortar em cima da linha de golo.

Portugal subiu linhas, aumentou a pressão, mas foi a Espanha a marcar. Numa grande jogada de contra-ataque, os espanhóis, em três toques, bateram Bruno Varela. Recuperação no seu meio-campo, passe em profundidade para a corrida de Deulofeu que serviu Sandro Ramires para o golo.

Já com Gonçalo Paciência em campo (entrou para o lugar do ‘apagado’ João Carvalho) Portugal viu a Espanha voltar a tranquilizar o jogo e fazer alguma gestão de posse de bola. Os espanhóis iam mantendo a bola perante a pressão dos jogadores lusos que tentavam diminuir a desvantagem.

O golo de Portugal chegou do pé esquerdo de Bruma com um fabuloso remate de fora da área. Após um corte defeituoso da defesa, a bola foi ter com o extremo do Leipzig que rematou, sem hipótese, para o fundo da baliza. Aposta certa de Rui Jorge que lançou ainda Ricardo Horta na partida.

Com 15 minutos ainda para jogar, Portugal tentou o empate, mas foi incapaz de se fazer o segundo golo e acabou por sair derrotado do encontro. Desde 2011 que a seleção sub-21 não perdia um encontro oficial.

No tempo extra, Williams ainda marcou mais um golo quando Portugal tentava, desesperado, o empate.

A Espanha garantiu um lugar nas meias-finais do Europeu de sub-21 enquanto Portugal vai entrar na terceira jornada com um apuramento mais complicado em mãos. No derradeiro jogo, a seleção de Rui Jorge vai ter de vencer a Macedónia para tentar o apuramento para a próxima fase.

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