Análise do Portugal 1-0 Arménia: Ronaldo é pau para toda a obra

Fernando Santos pediu garra, empenho, atitude e crença à seleção portuguesa, e, se fosse possível, "pau" para vencer a Arménia.
O triunfo chegou ao minuto 72 pelo inevitável Cristiano Ronaldo, um jogador que é..."pau para a toda a obra" na turma das quinas. O golo da vitória veio carregado de história mas antes de lá chegar, foi preciso chamar Patrício para manter Portugal "vivo".

Frente a um adversário que tinha empatado em casa com a Sérvia e apenas tinha perdido 2-1 frente a Dinamarca fora (Arménia esteve a ganhar até perto do final, tendo falhado um penálti que daria o 2-0), Portugal sentiu inúmeras dificuldades para criar situações de golo no primeiro tempo. Exceção foi um remate de Cristiano Ronaldo a meio da primeira parte, que o guarda-redes arménio defendeu.

Portugal entrou com um 4-4-2, com Ronaldo na frente ao lado de Postiga, mas a cair muitas vezes nos flancos. Danny e Nani atuaram nas alas, com Tiago e Moutinho a fazerem dupla no meio-campo. Nas laterais da defesa, das novidades: Raphael Guerreiro "saltou" dos sub-21 para a titularidade, José Bosingwa voltou à Seleção, quatro anos depois, para um lugar que foi dele durante muitos anos.

Atuando num 5-2-3 que se desdobrava em 3-4-3, a Arménia sabia com chegar a área de Patrício. Nem eram precisos muitos homens: a estratégia era fazer passes longos ou sair em transições rápidas por Mkhitaryan, Ghazaryan e Movsisyan. Patrício teve de se aplicar aos 15 e 26 minutos para evitar o golo dos arménios. Já Portugal perdia muitas bolas, tinha pouca mobilidade e mostrava falta de entrosamento, principalmente nos homens da frente.

No segundo tempo, Fernando Santos percebeu que a Arménia ia recuando cada vez mais no terreno e que o jogo pedia outro tipo de soluções. Já depois de Danny ter atirado à barra após passe de Moutinho, o selecionador de Portugal fez entrar Éder para ter mais presença física na área, retirando o desinspirado Postiga. E mais tarde colocou Quaresma em campo, "puxando" Nani para zonas interiores e dando o corredor esquerdo a Raphael Guerreiro.

E pode-se dizer que o "Engenheiro" leu bem o jogo já que, dois minutos depois de entrar, Quaresma vai iniciar a jogada que dá o único golo do encontro. Entrou pela direita, rematou para defesa do guarda-redes contrário. Nani não desistiu e colocou à boca da baliza onde apareceu Ronaldo a desviar para 1-0. Um golo com muita história já que permitiu a CR7 passar a ser o melhor marcador de sempre da história dos europeus de futebol, contando com qualificação e fases finais (23 golos).

A Arménia ainda esboçou uma reação, incomodando Patrício em três ocasiões mas já sem o "gás" que exibiu no primeiro tempo. Portugal até poderia ter feito mais dois golos, ambos por Éder, mas o avançado do SC Braga falhou de baliza aberta, a passe de Ronaldo e depois atirou ao poste após canto de Quaresma.

Sem se deslumbrar e com uma exibição longe de encher olho, Portugal conseguiu o essencial: vencer e colocar-se no segundo lugar do grupo, com seis pontos, menos um que a Dinamarca que tem um jogo a mais. O próximo encontro, em março, frente à Sérvia é decisivo. Uma vitória deixa Portugal mais perto do apuramento para o Europeu de 2016.

Como em muitas ocasiões, Ronaldo voltou a ser "pau para toda a obra" e voltou a não desiludir, apontando o golo de uma vitória muito sofrida. Nota final para o selecionador da Arménia, que acusou a FPF de ter seguido uma política de provocação. Primeiro por não ter disponibilizado campo para treino. E depois pelo atraso da equipa para o estádio esta sexta-feira, após o motorista do autocarro que transportava a comitiva ter-se enganado numa saída e levado 40 minutos do hotel até ao estádio, mais do dobro do tempo. A FPF nega que tenha culpa em ambos os casos.

Newsletter

Receba o melhor do SAPO Desporto. Diariamente. No seu email.

Notificações

SAPO Desporto sempre consigo. Vão vir "charters" de notificações.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.