Alejandro Martinuccio já não é jogador da Chapecoense. O argentino era dos poucos jogadores que sobreviveu a tragédia que abateu sobre o plantel no desastre aéreo na Colômbia em novembro de 2016 mas acabou por ser despedido por causa das suas declarações nas redes sociais.

"Conversámos com o Martinuccio e tomamos a decisão de encerrar o ciclo dele na Chapecoense. A decisão foi do clube. Foi o primeiro atleta com quem conversei quando cheguei à Chapecoense. O episódio de ontem teve um peso grande. Na Chapecoense o coletivo está acima de qualquer coisa", disse Rui Costa, dirigente do clube.

O jogador não tem sido opção na equipa e aproveitou para falar da sua condição nas redes sociais. As suas palavras não caíram bem no departamento do clube. João Carlos Maringá, diretor de futebol da Chapeconense, foi muito duro nas palavras para com o argentino.

"Esse tipo de comportamento não cabe na reconstrução da Chapecoense. Esse é o meu recado. Ele deveria ter vindo ao balneário e abraçado os companheiros. Hoje ele mostrou que não está envolvido no nosso projeto", atirou.

Martinuccio já se despediu, também nas redes sociais, sem mostrar qualquer arrependimento pelo seu comportamento.

"Hoje termina um ciclo para mim, e não quero despedir-me sem dizer muito obrigado às três pessoas que me deram uma oportunidade no clube, e os adeptos por sempre gritarem o meu nome. Isso aqui é futebol e as coisas acontecem mas a dignidade vem primeiro. Não me arrependo de nada. Sempre firme. Obrigado @chapecoensereal, não vou esquecer de ninguém: roupeiros, funcionários, fisioterapeutas, médicos... não posso deixar de sublinhar que a tragédia marca um antes e um depois na minha vida, e, para sempre, estaremos unidos pela mesma dor! Obrigado!", escreveu o avançado no instagram.

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