O Flamengo de Jorge Jesus sagrou-se este domingo campeão do Brasileirão depois da vitória do Grêmio sobre o Palmeiras, a quatro jornadas do fim do campeonato brasileiro.

O Flamengo não conquistava o título desde 2009.

Depois da conquista da Libertadores e agora com o título de campeão brasileiro, Jorge Jesus fica com 15 títulos no currículo (3 campeonatos pelo Benfica; 6 Taças da Liga, sendo que uma foi pelo Sporting e as restantes foram para o museu dos encarnados; e 2 Supertaças Cândido de Oliveira, uma para a Luz e outra para Alvalade; e uma Supertaça da Arábia Saudita pelo Al Hilal).

Em pouco mais de quatro meses, Jesus já conquistou o ‘coração’ dos adeptos do ‘Fla’, mais do que pelos triunfos, pela forma como a equipa os consegue, pelo atraente futebol que pratica e tem sido traduzido em resultados, com dois troféus à ‘mão de semear’.

O treinador português deu ao Flamengo a ‘Champions’ da América do Sul, a segunda do clube, depois do sucesso de 1981, num conjunto comandado em campo pela categoria de Zico e que tinha o ex-benfiquista Mozer como central.

O fim de semana trouxe dois títulos para o palmarés do ‘Fla’, que se sagrou campeão brasileiro pela sexta vez, e primeira desde 2009.

O ‘Brasileirão’ era, porém, um ‘dado adquirido’, uma questão de tempo, enquanto a Libertadores, foi o grande título de Jesus, que, na Europa, esteve em duas finais, mas não conseguiu ganhar nenhuma.

O técnico luso conduziu os ‘encarnados’ a duas finais consecutivas da Liga Europa, mas perdeu a primeira (2012/13) para o Chelsea (2-1), culpa de um golo nos descontos, e a segunda para o Sevilha (2013/14), no desempate por penáltis (4-2).

No seu currículo internacional, consta apenas uma Taça Intertoto, que arrebatou pelo Sporting de Braga porque os minhotos foram a equipa, das 11 vencedoras da terceira ronda da prova, que chegou mais longe (oitavos de final) na Taça UEFA.

Em relação ao panorama nacional, Jorge Jesus, que cumpriu em solo luso as primeiras 29 temporadas da carreira, ‘encheu’ o ‘saco’ de troféus com a sua passagem pelo Benfica, que representou de 2009/10 a 2014/15, arrebatado 10 títulos, mais do que qualquer outro técnico na história do clube da Luz.

Depois de passagens pelo Amora, que subiu à Liga de Honra (atual II Liga) em 1991/92, Felgueiras, com promoção ao primeiro escalão em 1994/95, União da Madeira, Estrela da Amadora, Vitória de Setúbal, Vitória de Guimarães, Moreirense, União de Leiria, Belenenses e Sporting de Braga, Jesus ‘aterrou’ na Luz com 55 anos e prometeu de imediato colocar a equipa jogar o ‘dobro’.

O Benfica foi logo campeão em 2009/10 e, após seis anos, o saldo foi de 10 títulos: três campeonatos, uma Taça de Portugal, uma Supertaça e cinco edições da Taça da Liga, faltando-lhe a consagração europeia, que esteve muito perto de conseguir.

Com enorme polémica, mudou-se então para o outro lado da Segunda Circular, para o Sporting, que esteve muito perto de levar ao título em 2015/16, ao somar 86 pontos, insuficientes, porém, face aos 88 do Benfica, do seu sucessor Rui Vitória.

Jorge Jesus falhou nessa época e, nas duas seguintes, não esteve sequer perto de repetir a façanha, mas, nos três anos, recheou o palmarés com dois títulos, a Supertaça (2016), logo na estreia, face ao Benfica, e mais uma Taça da Liga (2017/18).

Depois do ‘ciclone’ que significou a invasão da Academia do Sporting, partiu, contrariado, mesmo com muitos euros envolvidos, para o estrangeiro e só não terá conquistado, pelo Al-Hilal, o título de campeão da Arábia Saudita porque saiu antes do final da época. Acabou por ganhar o Al-Nassr, de Rui Vitória.

A experiência foi curta e a pausa na carreira também, porque rapidamente apareceu o Flamengo, ao serviço do qual está muito perto de conquistar dois títulos, depois de 23 vitórias, oito empates e apenas duas derrotas, em 33 jogos (71-27 em golos).

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