"Estou triste, sobretudo pelas circunstâncias em que se deu a morte", disse Paulo Madeira Agência Lusa, depois de ter sido noticiado o suicídio de Robert Enke, de 32 anos, que alinhou no Benfica entre 1999 e 2002.

"Fui apanhado de surpresa, fiquei chocado", acrescentou.

O antigo defesa central "encarnado" recorda que Enke e a mulher, Teresa, perderam uma filha em 2006, o que "lhe deixou marcas psicológicas profundas", acabando por adoptar uma criança, hoje com oito meses, e que recentemente se debateu com uma infecção bacteriana no intestino, que se arrastou durante quatro a cinco meses, e da qual já estava curado.

"Apesar de ser muito jovem na altura, revelava uma maturidade muito superior à idade que tinha", lembrou Paulo Madeira, para quem Enke tinha um potencial enorme como guarda-redes, como, de resto, se viria mais tarde a confirmar.

O antigo central "encarnado" recordou, ainda, que Robert Enke "tinha um lugar garantido" na fase final do Mundial2010, na África do Sul, em representação da Alemanha.

"O facto de a minha mulher ser sueca e ele ter na altura uma namorada alemã foi pretexto para nos aproximarmos e convivermos. Jantámos juntos várias vezes e pudemos conviver e conhecê-lo mais de perto", referiu Paulo Madeira, para quem Enke, do ponto de vista do relacionamento social, era uma pessoa retraída, mesmo em privado ou com os companheiros de equipa no dia-a-dia.

Enke morreu numa passagem de nível em Neustadtam Ruebenberge, na localidade de Eilvese, perto de Hannover.

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