Foram quatro as caras novas que Fernando Santos colocou frente à Rússia. Trocou Bruno Alves por José Fonte, Bernardo Silva por Nani, Adrien por João Moutinho e André Silva por Ricardo Quaresma.

A diferença que os Silvas fizeram / Os levezinhos contra os calmeirões russos

As diferenças tiveram mais impacto no meio. Com as entradas de dois Silvas, Bernardo e Adrien, o meio campo campo português, em relação à partida com o México, ganhou outra rotatividade e intensidade. A circulação de bola fez-se com outra qualidade, o que permitiu municiar com categoria os atacantes portugueses. As transições foram mais criteriosas com André Silva e Cristiano Ronaldo a serem um dos principais beneficiados. A pressão portuguesa logo a partir do ataque, passando pelo miolo impedia o conjunto 'czar' de sair com à vontade da sua área. Ou seja, estrangulavam-se as intenções russas e o domínio territorial pertencia à equipa das quinas. As estatísticas confirmam-no: Portugal teve 58 % da posse bola e seis remates perigosos contra um da Rússia.

A desenvoltura do meio campo português e a tática de Fernando Santos, com Adrien Silva, William na zona central e André Gomes e Bernardo Silva a jogarem mais abertos deram os seus frutos e Portugal tirou nota alta no segundo jogo na Taça das Confederações. André Gomes esteve discreto na primeira parte e foi nesse período o elemento com menos intensidade no miolo português. Subiu de produção na segunda parte, no pior período na equipa das quinas.

Um problema chamado Raphael Guerreiro. Cédric a alto nível

Fez a assistência para o primeiro golo de Cristiano Ronaldo e teve excelentes iniciativas durante a primeira parte em que Portugal chegou a atingir níveis de excelência. Acabou por sair lesionado e vai falhar o resto da competição. Fernando Santos fica assim com uma dor de cabeça para o resto da competição. Eliseu será o substituto natural, com Nélson Semedo a também se constituir como alternativa. Já Cédric esteve sempre muito envolvido nas iniciativas atacantes. Falou sempre a mesma linguagem de Bernardo Silva. Testou a atenção de Akinfeev com uma excelente pontapé aos 59 minutos e fez um cruzamento com requinte para André Silva, que o avançado acabou por desperdiçar.

Parceria Ronaldo e André Silva, a dupla que se impõe

A robustez do meio campo português acabou por beneficiar o ataque. André Silva foi mesmo o parceiro ideal para CR7 depois no primeiro jogo ter ficado no banco, com Quaresma a ser o titular. Deu espaço para o capitão brilhar e ainda esteve perto do golo aos 63 minutos. Ronaldo voltou a fazer a diferença nos momentos decisivos. Claramente é a dupla de que Portugal necessita.

Pepe e Bruno Alves foram uma muralha

Para o embate com a Rússia, saiu José Fonte para a entrada de Bruno Alves. O central português mostrou competência e foi um dos primeiros construtores das iniciativas atacantes da equipa lusa. Já Pepe foi imperial nas alturas na terra dos czares. Não permitiu grandes veleidades aos avançados russos.

É portanto este onze que se exige para o último encontro do grupo frente à Nova Zelândia. Basta um empate para que a equipa das quinas siga para as meias-finais. A derrota até pode bastar. Caso o México vença a Rússia.

*Artigo originalmente publicado a 22/06/2017

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