Os 18 clubes da Liga NOS vão ser convidados pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF) a integrarem o campeonato nacional de futebol feminino.

A proposta foi hoje conhecida na sequência de uma reunião informal na sede do organismo, na qual estiveram presentes o presidente da FPF, Fernando Gomes, e a responsável pela área do futebol feminino, Mónica Jorge, sendo este um dos eixos do Plano Estratégico para o Futebol Feminino. O processo já está em curso e deverá ficar concluído até ao final do mês de fevereiro, a fim de ser posto em prática na época 2016/17.

Destes convites, apenas quatro clubes serão selecionados pela FPF, após o cumprimento de uma série de critérios, à semelhança do que foi feito quando da criação das equipas B na II Liga. Esses quatro emblemas irão juntar-se aos oito clubes do Nacional feminino (mais dois clubes do campeonato de promoção).

"É o momento-chave. Os clubes manifestam interesse em desenvolver o futebol feminino e começar a ter esta vertente nos seus clubes. Queremos que todos os clubes portugueses tenham futebol feminino", revelou Mónica Jorge aos jornalistas. Por outro lado, a eventual entrada dos 'grandes' na prova não será sinónimo de desaparecimento dos clubes que até agora têm trabalhado em prol da modalidade. Uma garantia que foi assumida pelo próprio líder federativo, Fernando Gomes. "Haverá proteção aos clubes que têm investido ao longo dos últimos anos e irão manter-se as medidas de apoio e proteção, como viagens e seguros", garantiu.

Entre as principais ideias e objetivos do Plano Estratégico para o Futebol Feminino destacam-se a vontade de duplicar o número de jogadoras - apesar da subida acentuada no último ano - e levar Portugal ao top-25 do ranking mundial. Neste momento, a seleção feminina comandada por Francisco Neto ocupa apenas o 40º posto do ranking.

Por fim, a reunião na sede da FPF, em Lisboa, contemplou ainda a apresentação de um parceiro para o futebol feminino: a seguradora Allianz irá patrocinar as três principais competições (Liga, Taça de Portugal e Supertaça), bem como apoiar a seleção A feminina. O acordo com a FPF é válido para os próximos três anos e o organismo acredita que será decisivo para dar um renovado impulso ao setor.

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