O Campeonato Africano das Nações (CAN) é a principal competição a nível de selecções, organizada pela Confederação Africana de Futebol (CAF), e Angola integra o leque de países que já acolheram a fase final deste evento.

Realizada desde o longínquo ano de 1957, de lá para cá contam-se já 62 anos. A 32 ª edição disputa-se de 21 de Junho a 19 de Julho próximo, no Egipto, sendo que a 27.ª decorreu de 10 a 31 de Janeiro de 2010, em Angola.

Sem mácula na sua organização, a prova de 2010 realizou-se em quatro províncias, originando a construção dos estádios 11 de Novembro, em Luanda (50 mil espectadores), Ombaka (Benguela - 35 mil), Chiazi (Cabinda -20 mil) e Tundavala (Huíla - 20 mil).

Nessa edição, considerada exemplar pela CAF, os Palancas Negras foram eliminados nos quartos-de-final pelo Ghana (0-1), depois de terminarem na primeira posição da fase de grupos (A), com cinco pontos.

No entanto, a história regista que a primeira edição, em 1957, no Sudão, contou com apenas três países, sem a disputa de nenhuma fase de qualificação, como acontece actualmente. Participaram nela Sudão, Egipto e Etiópia, tendo os egípcios arrebatado o troféu, após vitória de 4-0 frente aos etíopes e 2-1 sobre o Sudão.

A segunda decorreu em 1959, com os mesmos intervenientes. O Egipto voltou a vencer, agora na condição de anfitriã.

Em 1962, foi a vez da Etiópia organizar, já com a integração da Tunísia e Uganda, mas sem o Sudão. Outra vez, o factor casa foi determinante para a consagração.

A prova organizada pelos etíopes marcou a introdução do torneio qualificativo à fase final do mundial, mas a periodicidade ainda não era uniforme.

Um ano depois, o Ghana acolheu o 4.º evento, já com a participação de seis selecções divididas em dois grupos. Os ganenses ficaram no A com a Etiópia e Tunísia. No B estiveram Sudão, Egipto e Nigéria. O Ghana sagrou-se vencedor, ao derrotar na final o Sudão, por 3-0.

O campeão em título repetiu a proeza em 1965, batendo os organizadores (Tunísia) por 3-2.

A partir daquela altura, o torneio ganhou estabilidade e, desde 1968, passou a ser realizado com periodicidade bi-anual e a participação de oito equipas, até 1990.

De 1992 a 1994 o número cresceu para 12 concorrentes e, em 1996, para 15. De lá até ao último campeonato (2017) a prova passou a ter 16 equipas, mas com o particular de se disputar nos anos ímpares desde 2013.

O Egipto é o país com o maior número de conquistas, sete (1957, 1959, 1986, 1998, 2006, 2008 e 2010) e já acolheu a prova por quatro vezes, em 1959, 1974, 1986 e 2006.

Os Camarões, que organizaram a competição apenas uma vez (1972), ganharam cinco troféus (1984, 1988, 2000, 2002, 2017), seguido pelo Ghana, com quatro títulos (1963, 1965, 1978, 1982). Este país também organizou por quatro vezes (1963, 1978, 2008. Antes, em 2000, foi co-organizador com a Nigéria).

A Nigéria levantou a taça em três ocasiões (1980, 1994, 2013) e recebeu a competição em 1980 e 2000.

A Costa do Marfim (1992, 2015) e a RDC (1968, 1974) têm um bicampeonato cada, sendo que apenas os costa-marfinenses organizaram a prova, em 1984.

As outras selecções que já conquistaram o CAN são: Zâmbia (2012), Tunísia (2004), Sudão (1970), Argélia (1990), Etiópia (1962), Marrocos (1976), África do Sul (1996) e Congo Brazzaville (1972).

Os etíopes sediaram a prova continental em 1962, 1968, 1976, os tunisinos em 1965, 1994, 2004, o Sudão em 1957, 1970, a África do Sul em 1996, 2013, o Gabão em 2012, 2017 e a Guiné Equatorial em 2012, 2015. Estes dois últimos países co-organizaram em 2012.

Angola (2010), Líbia (1982), Marrocos (1988), Argélia (1990), Senegal (1992), Burkina Faso (1998) e Mali (2002) são outros países que também já albergaram a festa do futebol do continente berço da humanidade.

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