O Nápoles levou a melhor sobre a Juventus na final da Taça de Itália, numa partida sem golos nos 90 minutos e que acabou decidida no desempate por penaltis.

Cristiano Ronaldo, que até foi o primeiro a ameaçar o golo no encontro, acabou por fazer uma partida discreta e nem teve oportunidade de bater qualquer 'castigo máximo' no desempate por pontapés da marca de grande penalidade, depois de ver dois colegas desperdiçarem os dois primeiros penáltis e de o Nápoles de mostrar implacável nesse capítulo, acabando por triunfar, aí, por 4-2.

Um triunfo que acaba por ser justo, com as melhores ocasiões de golo ao longo do encontro a terem pertencido à formação napolitana, que até acertou por duas vezes nos ferros da baliza da Juve.

O jogo começou equilibrado no Olímpico de Roma. A Juventus esteve perto do golo por duas vezes, primeira das quais por Cristiano Ronaldo, e o Nápoles respondeu com o lance de mais perigo do primeiro tempo, com a bola a embater na trave da baliza à guarda de Buffon, esta noite titular na baliza do conjunto de Turim, num livre direto de Insigne.

O Nápoles, aos poucos, foi-se assumindo mesmo como a equipa mais perigosa em campo. Demme obrigou Buffon a grande defesa, com as pernas, e, em cima do intervalo, outra vez Buffon a evitar o golo da formação napolitana, desta feita com mais uma grande intervenção após remate de Mertens.

Os segundos 45 minutos foram-se desenrolando sem grandes ocasiões de golo, com o cansaço dos jogadores a ser cada vez mais evidente à medida que os minutos iam passando. O jogo abriu nos minutos finais. Politano cabeceou para defesa de Buffon à entrada para os dez minutos finais e Insigne atirou ao lado logo depois. Do outro lado Dybala surgiu em boa posição, mas viu o seu remate interceptado.Em cima do minuto 90, ocasião para o Nápoles. Cabeceamento de Maksimovic, mais uma bela defesa de Buffon e, na recarga, Elmas acertou no ferro da baliza da Juve. A bola acabou mesmo por não entrar durante os 90 minutos.

A decisão seguiu, assim, para os penalties, não havendo lugar a prolongamento em função do largo período de interregno a que os jogadores estiveram sujeitos devido à pandemia da COVID-19.

Na 'lotaria' das grandes penalidades, Dybala começou por falhar e Insigne não perdoou, dando vantagem ao Nápoles. A noite não era dos jogadores da Juve no que à transformação de castigos máximos diz respeito e Danilo também falhou, com Politano a elevar para 2-0. O capitão Bonnuci deu, depois, enfim o exemplo aos homens de Turim e marcou pela primeira vez para a Juventus, mas o Nápoles teimava em não errar e não errou mesmo, vencendo por 4-2. Cristiano Ronaldo, que estaria provavelmente 'reservado' para bater o último penálti da Juventus, nem teve oportunidade de o tentar...

O Nápoles igualou, desta forma, os seis troféus da Fiorentina na competição, no quinto lugar do ‘ranking’, liderado pela Juventus, que mantém as 13 Taças de Itália no seu palmarés.

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