A seleção portuguesa de futebol estreou-se numa fase final de um Europeu apenas em 1984 e quase coroou a primeira presença com uma final: “sobraram” cinco minutos a uma fascinante meia-final.

Portugal vencia a anfitriã França por 2-1, com o prolongamento a terminar, mas, com três pontas de lança em campo (Jordão, Gomes e Nené), não aguentou a pressão final do conjunto comandado por Michel Platini, que decidiu o encontro aos 119 minutos.

Antes, aos 115 minutos, Jean-François Domergue havia conseguido o seu segundo golo no jogo (inaugurara o marcador aos 25, de livre direto), “anulando” o “bis” de Rui Jordão, servido por Fernando Chalana, aos 74 e 98.

Portugal esteve muito perto do brilharete, apesar dos problemas com a liderança de Fernando Cabrita, coadjuvado por Toni, o falecido António Morais e José Augusto, face à “guerra surda” entre jogadores de FC Porto e Benfica.

O sonho de uma primeira final quase não passou, no entanto, da fase de grupos, que Portugal ultrapassou com grandes dificuldades, num último suspiro, um golo de Nené à Roménia (1-0), aos 81 minutos.

A aventura na fase final começou a 14 de Junho de 1984, em Estrasburgo, e Portugal, com seis “dragões”, quatro “águias” e um “leão” de início, esteve bem, empatando a zero com a detentora do título RFA, de Harald Schumacher, Andreas Brehme, Rudi Völler ou Karl-Heinz Rummenigge.

No segundo jogo, três dias depois, em Marselha, Portugal esteve a bater a Espanha, com um tento de António Sousa (52), mas o “merengue” Carlos Santillana empatou (73).

O apuramento, direto para as meias-finais (dois grupos de quatro seleções), só foi assegurado ao terceiro jogo, em Nantes, onde Portugal apenas se desembaraçou da Roménia com um tento perto do fim do suplente Nené.

No que respeita à qualificação, Portugal começou muito bem, com dois triunfos consecutivos (2-0 na Finlândia e 2-1 à Polónia), mas foi humilhado ao terceiro encontro, em Moscovo, ao ser goleado por 5-0 pela União Soviética.

O brasileiro Otto Glória foi substituído por Fernando Cabrita, que se estreou com uma goleada à Finlândia (5-0) e logrou, depois, uma vitória que viria a ser determinante, na Polónia (1-0), graças a um tento de Carlos Manuel.

O apuramento só se decidiu, porém, no último jogo, a 13 de Novembro de 1983, em Lisboa, num lotado Estádio da Luz, com 120 mil “almas”, à chuva.

Num massacrado relvado, o “génio” de Fernando Chalana “inventou” uma grande penalidade, que Rui Jordão converteu, aos 41 minutos, perante Rinat Dassaev, dando a Portugal a segunda fase final, após o terceiro posto no Mundial66.

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