Foi contra todos as probabilidades que nasceu o nono vencedor da competição rainha do “velho continente”, um conjunto sem brilho, mas tremendamente eficaz, superiormente orientado pelo alemão Otto Rehhagel.

Depois de uma primeira fase sofrida, três vitórias por 1-0 na fase a eliminar, perante França (quartos de final), República Checa (meias-finais) e Portugal (final) valeram o título aos gregos.

O “gigante” Trainos Dellas, líder de uma defesa de aço, e o médio e “capitão” Theodoros Zagorakis (melhor jogador da prova) destacaram-se num conjunto que exibiu também um grande rigor tático e conhecimento dos adversários.

Os Helénicos, que acabaram a qualificação com seis triunfos, todos sem golos sofridos, ficando à frente da Espanha no Grupo 6, iniciaram a fase final em grande, ao baterem o anfitrião Portugal por 2-1.

Um empate com a Espanha (1-1), no segundo jogo, lançou os helénicos para o apuramento, que esteve “tremido” no derradeiro embate, quando a Rússia, já afastada, chegou a 2-0: um tento de Zissis Vryzas salvou a qualificação.

Os gregos estavam pela primeira vez na fase a eliminar, mas não acusaram a pressão e despacharam a França, nos “quartos”, com um tento de Angelos Charisteas (65 minutos), e a República Checa, nas “meias”, com um “golo de prata” de Dellas (105).

Na final, numa reedição do jogo inaugural, a Grécia voltou a precisar de apenas um golo, de novo apontado por Charisteas (57 minutos), para chegar ao título, perante uma equipa lusa incapaz de escapar à “teia” helénica.

Depois de reação notável ao desaire a abrir, Portugal falhou, assim, o título que prometera nos jogos a eliminar, nomeadamente no dramático jogo face à Inglaterra, decidido na “lotaria” pelo guarda-redes Ricardo, que defendeu o último pontapé, sem luvas, e selou ele mesmo o 6-5 final.

Nas meias-finais, o “onze” comandado por Luiz Felipe Scolari, que levara dois anos antes o Brasil ao “penta”, venceu sem mácula a Holanda (2-1), isto depois de já ter afastado a Espanha no último jogo da primeira fase, graças a um golo de Nuno Gomes.

A República Checa também encantou e só caiu perante a Grécia, nas “meias”, depois de sucessivas reviravoltas na primeira fase (0-1 para 2-1 com a Letónia, 0-2 para 3-2 com a Holanda e 0-1 para 2-1 com a Alemanha) e de despachar a Dinamarca (3-0).

A Alemanha (dois empates e uma derrota), a Espanha e a Itália (mesmo sem desaires) foram as maiores deceções, ao caírem na primeira fase.

A fase final do Europeu de Portugal2004 registou 77 golos, em 31 jogos (2,48 por encontro), com o checo Milan Barros a sagrar-se melhor marcador, com cinco tentos.

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