O Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) vai abrir um processo disciplinar aos alegados casos de assédio sexual do atual treinador da equipa feminina do Famalicão, confirmou hoje à Lusa fonte oficial do organismo.

Questionada pela Lusa, a mesma fonte deu conta da instauração do procedimento disciplinar, na sequência da notícia que faz hoje manchete no jornal Público, acrescentando que a FPF detém um canal para denúncias anónimas deste tipo de casos ou outros ilícitos, como manipulação de resultados ou apoio à imigração ilegal.

Várias futebolistas que alinharam no Rio Ave em 2020/21 denunciaram, na notícia hoje publicada, ações de assédio do então treinador do clube de Vila do Conde, atualmente no comando técnico do Famalicão, da Liga feminina, já depois de ter estado na época passada na Ovarense.

Ainda de acordo com o jornal, Miguel Afonso, de 40 anos, terá trocado mensagens íntimas com jogadoras do emblema da Foz do Ave, com idades entre os 18 e 20 anos.

Questionado pelo Público, o técnico recusou-se a comentar as acusações. A agência Lusa tentou contactar Miguel Afonso, sem sucesso.

Desde 01 de julho último, quando entrou em vigor a última atualização, o Regulamento de Disciplina da FPF prevê punir casos de assédio sexual, nos artigos 126.º-B e 150.º-A, por parte de dirigentes e jogadores, respetivamente.

Nos casos de “importunar agente desportivo adotando comportamento indesejado de caráter sexual, sob a forma verbal, não-verbal ou física, é punido com suspensão de três meses a um ano”, sem que esteja prevista qualquer multa.

Fonte oficial da FPF disse desconhecer se estes casos terão sido denunciados no canal de Integridade (https://integridade.fpf.pt/denuncia.aspx), uma vez que esses processos são sempre confidenciais.

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