A FIFA está a preparar uma forma de balizar as reduções salariais aos jogadores que os clubes têm começado a aplicar um pouco por todo o mundo a devido à Covid-19.

De acordo com a Agência Reuters, o grupo de trabalho criado pelo organismo máximo do futebol mundial após o início da pandemia está atento a essa questão, depois de já vários clubes terem avançado para regimes de lay-off e rescisões contratuais.

A questão dos cortes salariais dos jogadores adquiriu novas proporções fruto d resistência à medida demonstrada pelos jogadores da Premier League inglesa, medida contudo aceite noutros países, como Alemanha ou Espanha, onde os jogadores aceitaram reduções temporárias nos respetivos vencimentos.

Segundo a 'Reuters', a FIFA emitiu já um documento no qual pede aos clubes "proporcionalidade" nos cortes e reitera a atenção a outros pontos que já tinham sido tornados públicos, como os contratos de jogadores que chegam ao fim em junho e que, por sugestão do organismo que tutela o futebol mundial, devem sem prolongados até à data que for entretanto definida para o fim da época, devendo depois ser também definidos novos prazos para o período de transferências.

Esse documento, ainda assim, admite que a aplicação prática de algumas medidas, mas salvaguardando sempre a intenção de evitar grandes discrepâncias entre Ligas semelhantes e clubes dos mesmos campeonatos. Assim, a FIFA pede que clubes, Ligas e jogadores alcancem plataformas de acordo coletivas.

Com este apelo, a FIFA pretende garantir que nenhuma das partes sai mais prejudicada do que outra pela crise causada pela pandemia COVID-19, que paralisou quase por completo O futebol mundial.

Ainda no mesmo documento são considerados vários cenários, perante possíveis decisões unilaterais que visem alterar contratos e que não se coadunem com as leis em vigor nos países. Para a FIFA, tais decisões só serão reconhecidas quando consideradas razoáveis, cabendo tal consideração ao Comité de Resolução de Litígios da FIFA, ou ao Comité do Estatuto dos Jogadores, que terão sempre em consideração, na avaliação de cada caso, a situação económica do clube, a proporcionalidade dos cortes e o rendimento líquido com que o jogador irá ficar.

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