O médio croata do Real Madrid é o novo 'rei' do futebol mundial. Luka Modric foi eleito esta segunda-feira o melhor jogador do mundo pela FIFA destronando a dinastia 'bicéfala' de Cristiano Ronaldo e Lionel Messi durava há mais de uma década.

FOTOS: Os craques que marcam presença nos prémios ‘The Best’”

Nos últimos 10 anos, o prémio 'The Best', que elege o Melhor Jogador do Mundo do ano pela FIFA, foi sempre discutido entre Cristiano Ronaldo e Lionel Messi, mas esta segunda-feira, em Londres na Gala 'The Best", apenas Cristiano Ronaldo surgia entre os nomeados para o prémio de melhor jogador do mundo. Lionel Messi não foi nomeado pela primeira vez na última década e na corrida ao troféu de melhor do mundo com Cristiano Ronaldo surgiu Mohamed Salah, internacional egípcio do Liverpool, e Luka Modric, ex-companheiro do internacional português no Real Madrid.

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O ‘capitão' da seleção croata que este ano já tinha sido consagrado como melhor jogador do Campeonato do Mundo, no qual a Croácia chegou à final, e também de melhor jogador do ano para a UEFA, conquistou pela primeira vez o troféu e tornou-se no primeiro jogador a quebrar a 'hegemonia' de Cristiano Ronaldo e Lionel Messi.

Já Mohamed Salah, extremo egípcio que ajudou o Liverpool a alcançar a final da última Liga dos Campeões, além de ter sido o melhor marcador da Liga inglesa, com 32 golos, não conseguiu reunir o mesmo número de votos para chegar ao troféu de melhor do mundo.

O último jogador a vencer o Prémio de Melhor do Mundo antes de Ronaldo e Messi foi o brasileiro Kaká em 2006. Ronaldo chegou a ter uma desvantagem de 4-1 para Leonel Messi, mas o craque português recuperou e no passado empatou a cinco troféus, com o astro argentino. Desta feita e pela primeira vez também nos últimos 10 anos, Messi está fora do último trio, de onde vai sair o vencedor do prémio de The Best, de 2018.

Recorde-se que a votação foi dividida de forma igualitária entre quatro grupos: 25% para os treinadores da seleções; 25% para os capitães da seleções, 25% para um grupo de jornalistas e 25% para os adeptos.

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De refugiado de Guerra dos Balcãs a número 10 do Real Madrid: Luka Modric fintou o destino até à glória no futebol internacional

A conquista de Luka Modric do troféu de melhor jogador do Mundo começou no início da década de 90 quando um jovem 'franzino' croata teve de fugir com a família para a cidade costeira de Zadar. Apesar de ter perdido o avô nas montanhas Velebit, assassinado por tropas sérvia quando tratava do seu gado, o jovem Luka Modric nunca deixou de sonhar e levou consigo a sua paixão pelo futebol.

Obrigado a viver como refugiado de guerra nos primeiros anos da sua infância, Luka Modric aproveitava todos os momentos para jogar futebol. Com um controlo de bola já assinalável para a sua tenra idade, Luka Modric não desperdiçava uma ocasião para jogar futebol e são conhecidas as histórias do 'franzino' croata que ia treinar por entre escombros e crateras espalhadas pela cidade.

Perante tantas adversidades na sua vida, Luka Modric nunca deixou de fazer aquilo que mais gostava: jogar futebol. De aspecto 'franzino' e sem o porte atlético que se exigia, o jovem croata começou a jogar nas camadas jovens do NZ Zadar e logo deu nas vistas pelo impressionante controlo de bola. Depois de ter sido rejeitado pelo Hajduk Split, o seu clube infância, por alegamente não ter o físico desejado, Luka Modric esteve para desistir do sonho de jogar futebol.

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No entanto, um treinador das camadas jovens do NZ Zadar não desistiu de Luka Modric e continuou a investir no desenvolvimento do jovem médio croata. Tomislav Bašić acreditou no talento de Modric e não se enganou uma vez que já em 2002 o Dínamo Zagreb surgiu em cena para levar o jovem médio para as suas camadas jovens. A maturidade demonstrada em campo associada a uma rápida leitura de jogo levaram Modric à equipa principal do Dínamo Zagreb em menos de um ano. Apesar de mais uma etapa ultrapassada, o caminho de Modric ainda teria muitos obstáculos pela frente. Seguem-se dois empréstimos consecutivos. Primeiro aos bósnios do Zrinjski Mostar e depois aos croata do Inter Zaprešić antes de regressar no mercado de inverno desse ano ao Dínamo Zagreb.

A passagem pelo futebol bósnio ao serviço do Zrinjski Mostar ajudou Luka Modric a aprimorar a sua técnica e leitura de jogo num campeonato conhecido por ser muito físico. A breve passagem pelo Inter Zaprešić impressionou de tal forma os responsáveis do Dínamo Zagreb que no inverno de 2004 o foram resgataram para a equipa principal. No clube da capital croata, Luka Modric conseguiu impôr o seu futebol e não perdeu mais o seu lugar enquanto 'cérebro da equipa'. Nas quatro épocas seguintes, o Dínamo Zagreb conquistou três campeonatos croatas, duas taças da Croácia e uma Supertaça, com Luka Modric a apontar um total de 31 golos e 29 assistências.

O impacto de Luka Modric na equipa do Dínamo Zagreb levaram-no a uma primeira convocatória para a seleção nacional da Croácia em 2006 e desde aí que o percurso do 'franzino' natural de Zadar no futebol mundial nunca mais parou. Em 2008 foi contratado pelo Tottenham por uma verba a rondar os 21 milhões de euros e já em 2012 o Real Madrid não resistiu aos 'encantos' do médio croata e contratou Luka Modric aos londrinos por 35 milhões de euros. O resto, como se diz, é história.

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