O presidente da UEFA, Alexander Ceferin, concedeu esta segunda-feira uma entrevista publicada pelo portal 'Portal Športni SOS', do seu país natal, a Eslovénia, na qual voltou a abordar a questão levantada com a possível criação da Superliga Europeia e os problemas que essa ideia, inicialmente promulgada por 12 clubes e agora apenas defendida por três emblemas - Real Madrid, Barcelona e Juventus - originou.

Ceferin confessou que viveu dias difíceis também a nível pessoal, mas começou por dizer que acredita que tão depressa tais ideias não voltarão a surgir.

"Duvido que nos próximos 10 ou 15 anos tais ideias possam voltar. Temos três presidentes de clubes que ainda reclamam algo devido aos seus egos, mas, por outro lado, foram os primeiros a inscreverem-se na Liga dos Campeões com medo de serem expulsos. Os ingleses definitivamente não vão aderir, e não vejo uma competição séria sem os clubes ingleses, que são provavelmente os mais importantes do futebol europeu", afirmou o líder do organismo máximo do futebol europeu.

"Aqueles eram dias realmente tempestuosos. Na altura certa poderei dizer mais sobre o assunto ou até escrever um livro, que seria muito interessante. Naqueles dias não dormi, comi ou bebi durante 48 horas. Recebi chamadas de apoio, ameaças, etc...", recordou, antes de falar da atual relação com os presidentes dos clubes que ainda defendem a criação da Superliga.

"Não tenho qualquer relação com Agnelli, e não tinha muito com Florentino antes. Na final da Liga dos Campeões dissemos adeus corretamente. Ele sentou-se ao meu lado, a UEFA não é o meu organismo privado, segundo o protocolo o finalista senta-se sempre ao lado do presidente. Falámos corretamente e não tocámos no tema da Superliga", concluiu.

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