O treinador de futebol português Miguel Cardoso deixou hoje um apelo para que se crie uma zona de exclusão área sobre a Ucrânia, pedido aos governos dos países ocidentais “para passarem das palavras aos atos”.

O técnico de 49 anos, que entre 2013 e 2017 trabalhou na Ucrânia, como treinador e coordenador do Shakthar Donestk, transmitiu essa ideia numa mensagem vídeo de apoio e solidariedade ao povo daquele país do leste de Europa, que foi retransmitida pelo maior canal desportivo de televisão da Ucrânia.

“Tenho um duplo sentimento. Sinto-me impotente por não conseguir ajudar mais, mesmo depois de explicar a toda a gente em Portugal o que está por trás desta guerra, e, por outro lado, sinto-me envergonhado pela incapacidade dos governos dos países ocidentais não passarem das palavras aos atos”, disse o técnico na mensagem gravada e publicada nas redes sociais.

Miguel Cardoso acredita que “o povo ucraniano acabará por recuperar a sua liberdade” e lembrou “o respeito e o bom acolhimento” que recebeu quando viveu quatro anos e meio em três cidades da Ucrânia, deixando um apelo.

“Espero que possamos fechar os céus do vosso país e dar-vos toda a capacidade para receberem mais apoio para lidarem com a situação. Para todos os que sofrem porque perderam familiares ou tiverem de deixar as vossas casas deixo-vos as minhas condolências, assim como o meu respeito para todos os que estão a lutar”, partilhou Miguel Cardoso, num vídeo em que apareceu com a camisola da seleção ucraniana e também do Shakthar Donestk.

Numa recente entrevista à Lusa, o treinador, que atualmente está sem clube depois de passagens como técnico principal pelo Rio Ave, AEK (Grécia), Nantes (França) ou Celta de Vigo (Espanha), disse que espera “voltar um dia à Ucrânia”, mostrando-se convicto que povo daquele país “não vai desistir de defender a sua soberania”.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia, condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

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