O argentino Lionel Messi voltou em 2015 à sua melhor versão e conquistou pela quinta vez a Bola de Ouro FIFA, reforçando a ‘candidatura’ a melhor jogador da história do futebol.

O ‘10’ do FC Barcelona e da Argentina marcou 52 golos e fez 25 assistências, sendo o principal responsável por mais um ano de ‘ouro’ do conjunto catalão, de Luis Enrique, que conquistou cinco títulos, entre os quais a Liga dos Campeões.

Também eleito o melhor do ano da UEFA, com votação esmagadora (90,7 por cento), e também o melhor da Liga espanhola, pela sexta vez em sete épocas, Messi bateu agora a concorrência do português Cristiano Ronaldo (Real Madrid) e do brasileiro e seu companheiro de equipa Neymar.

O ‘capitão’ da seleção lusa, que venceu as duas últimas edições e também foi ‘coroado’ em 2008, apresentou melhores números individuais do que Messi e Neymar, com 57 golos em 57 jogos, mas, em termos coletivos, ficou a zero.

No ano em que passou a ser o melhor marcador da história do Real Madrid, destronando Raúl González, o português limitou-se a colecionar distinções individuais, alcançando, nomeadamente, uma quarta Bota de Ouro, feito inédito.

Quanto a Neymar, o brasileiro somou menos um troféu (a Supertaça Europeia) e sete golos (45 contra 52) do que Messi, que surgiu nos grandes momentos do ‘Barça’ e foi bem mais longe na Copa América, mesmo somando mais uma deceção – nova derrota numa final, desta vez no penáltis, perante o anfitrião Chile.

O argentino, que na presente temporada perdeu quase dois meses devido a lesão, foi decisivo em cada uma das conquistas do conjunto de Luis Enrique, sobressaindo como líder de um ataque temível, com Neymar e o uruguaio Luis Suárez.

Na Liga dos Campeões, Messi foi ‘enorme’ no ‘jogo do ano’, o regresso a Nou Camp de Pep Guardiola, ao comando do Bayern Munique, na primeira mão das meias-finais, a 6 de maio.

Com tudo empatado a um quarto de hora do fim, Messi inaugurou o marcador com um forte e colocado remate de fora da área e, depois, fez magia, ao ‘deitar’ o ‘gigante’ Jerome Boateng e fazer um ‘chapéu’ aa ‘sua alteza’ Manuel Neuer.

O argentino ainda estaria em destaque nos descontos, com um passe a isolar Neymar para este sentenciar o apuramento para a final, na qual Messi ficou em ‘branco’, mas esteve nas jogadas dos três golos à Juventus (3-1), em Berlim.

Nas competições internas, o argentino marcou o golo que selou o triunfo na Liga espanhola, no reduto do Atlético de Madrid (1-0), e, na Taça do Rei, voltou a usar a ‘varinha’ para inaugurar o marcador, na final, face ao Athletic (3-1).

No ‘neutro’ Nou Camp, Messi, que ‘bisaria’– depois de Neymar apontar o segundo -, recebeu a bola sobre o meio campo, descaído para a direita, e começou a ultrapassar adversários, uns atrás dos outros, até ‘fuzilar’ de pé esquerdo, para um golo que esteve nomeado para o prémio Puskas.

Já na presente temporada, o ‘10’ voltou a dizer 'presente' na Supertaça Europeia, o primeiro jogo da época, ao ‘bisar’ frente ao Sevilha, de Beto, que o ‘Barça’ bateu por 5-4, após prolongamento, com dois golos de livre direto.

Para não variar, Messi também não falhou na final do Mundial de clubes, ao inaugurar o marcador face aos compatriotas do River Plate, que os catalães venceram por 3-0. Os outros dois golos pertenceram a Suárez, o grande ausente do trio final.

Estes cinco jogos chegaram para entregar a Bola de Ouro ao argentino, que repetiu os triunfos que conquistou consecutivamente entre 2009 e 2012.

A série foi interrompida por Cristiano Ronaldo, que, há um ano, ‘prometeu’ igualar os quatro troféus de Messi, mas não o conseguiu, num ano em que se assumiu em definitivo como ponta de lança, como um finalizador.

O português fica mais perto de vencer prémios como a Bota de Ouro e o de melhor marcador da ‘Champions’, mas mais longe do troféu atribuído ao melhor jogador do Mundo, o que não invalida que não possa vir a chegar ao ‘tetra’.

A ‘batalha’ entre Lionel Messi, de 28 anos, e Cristiano Ronaldo, que completa 31 a 5 de fevereiro, ficou em 5-3 para o argentino, sendo que Neymar, de 23, está na ‘pole’ para ser o ‘rei’ a médio prazo.

*Artigo atualizado às 19h19 de 11/01/2016.

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