
Antony deu uma entrevista à DAZN onde abordou o seu bom momento no Bétis, depois de ter fracassado no Manchester United. O extremo brasileiro de 25 anos nega que tenha sentido pressão em Old Trafford, recordando que viveu em favelas no Brasil.
"Pressão? Eu brinquei com traficantes. Se me perguntarem se eu tinha medo, claro que tinha. Mas sempre tive uma personalidade muito forte. Quanto mais difíceis as coisas eram, mais eu queria estar lá. Quando eu passo por uma situação difícil, eu lembro-me do que eu passei na favela. Era muito difícil quando eu morava lá. Quando as pessoas perguntam-me sobre a pressão, eu digo sempre que é a mesma pressão que eu tinha na favela, quando eu não tinha chuteiras para jogar. Às vezes eu ia para a escola de manhã e não comia. Eu olho sempre para trás quando passei por momentos difíceis. Agora eu estou a representar todos aqueles que ficaram na favela", contou o jogador.
Na mesma entrevista, o internacional canarinho explicou porque optou pela mudança, quando sentiu não ia ter muitas oportunidades com Ruben Amorim no United.
"Eu precisava de me encontrar e de ser feliz. A cada dia que passa acho que foi a melhor decisão que eu poderia ter tomado. Aprendi muitas coisas boas no Manchester United, mas também vivi muitas coisas más lá", atirou.
Após trocar o United pelo Bétis em janeiro, Antony leva quatro golos e cinco assistências em 11 jogos pelos béticos. Os números podem subir já no próximo domingo, no grande dérbi da cidade com o Sevilha.
"Estou muito ansioso. As pessoas dizem que é muito importante, é um jogo muito grande. Sei que todos os jogos são muito importantes, mas quando se fala de um clássico é diferente. Além disso, jogar em casa é muito importante para mim. Estou pronto e muito ansioso", disse o antigo jogador do Ajax.
O Bétis é 6.º na La Liga com 44 pontos. A equipa de Manuel Pellegrini está também nos quartos de final da Liga Conferência, onde vai defrontar o Jagiellonia, da Polónia.
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