O secretário de estado das finanças de Espanha, José Moya, disse hoje que “devem deixar a Agencia Tributária atuar” no caso do alegado incumprimento fiscal do futebolista Cristiano Ronaldo.

“Não tenho qualquer obrigação ou responsabilidade de ter de saber qual a situação individual de cada contribuinte”, disse, em Jaen, localidade onde foi autarca.

Segundo o governante, essa é a obrigação da Agência Tributária “no âmbito das suas competências, pelo que devemos deixar que atue (...) com absoluta normalidade”.

José Moya assegura que a Agência Tributária é “dirigida por magníficos profissionais”, pelo que insistiu que se deve deixá-la agir “no âmbito das suas funções”.

Na quinta-feira, o jornal digital espanhol El Confidencial acusou Cristiano Ronaldo de ter utilizado durante anos uma empresa da Irlanda, com sede em Dublin, a Multisports & Image Management (MIM) Limited, para explorar os seus direitos de imagem e arrecadar os proveitos milionários que obtém com eles.

O jornal espanhol baseou-se em documentos revelados pelo ‘site’ Football Leaks, que, alegadamente, demonstram que o internacional português usou aquela empresa irlandesa para acertar as condições e assinar os contratos com as grandes marcas que o escolheram para promover os seus produtos.

De acordo com o Football Leaks, Cristiano Ronaldo terá assinado contratos publicitários e de direitos de imagem com a Nike, Linic, Konami, KFC e Toyota através da citada empresa sediada na Irlanda, com o objetivo de pagar menos impostos, apenas 12,5 por cento dos montantes recebidos, uma percentagem muito baixa comparativamente ao que é prática na zona Euro.

Segundo o El Confidencial, caso o avançado do Real Madrid recebesse os mesmos valores por uma empresa espanhola, teria de pagar 43,5 por cento de impostos.

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