O jornal espanhol 'El Mundo' continua a divulgar mais detalhes sobre o milionário contrato de Lionel Messi com o Barcelona. De acordo com o diário espanhol, o Barcelona exigiu ao craque argentino que se "integrasse na sociedade e cultura catalãs", quando assinou o maior contrato da história do desporto.

Na primeira cláusula do contrato assinado em novembro de 2017 entre Messi e o Barcelona, na altura presidido por Josep Maria Bartomeu, pela quantia de 555 milhões de euros em quatro temporadas, o clube exigia ao avançado a realização "dos máximos esforços para se integrar na sociedade catalã, respeitando e assumindo os valores culturais da mesma, comprometendo-se especialmente na aprendizagem da língua catalã, veículo fundamental para esta integração". Ao mesmo tempo, o clube comprometia-se a colocar à disposição do jogador todos os meios para a realização deste desejo.

Entre outras exigências, o clube pedia a Messi a adoção "de uma conduta pessoal e um ritmo de vida adequados" e que nunca recorresse ao doping. Também lhe era exigido que não andasse de moto de água, que aceitasse jogar na posição que o treinador determinasse.

Messi aceitou as exigências mas colocou uma cláusula no contrato: se a Catalunha se tornasse independente e o Barcelona passasse a disputar uma liga só com clubes catalãs, o jogador estaria livre do contrato.

A verdade é que Messi nunca se meteu na política mas o seu pai e empresário, Jorge Messi, mostrou-se preocupado com a situação política na Catalunha depois do referendo de outubro de 2017 sobre a independência, pouco antes da celebração do milionário contrato. Ou seja, Messi podia deixar o clube a custo zero se o Barcelona disputasse uma liga só com clubes catalãs mas em caso de independência e o Barça continuasse numa liga de elite, a cláusula deixaria de fazer efeito.

Messi já avisou que vai processar o jornal 'El Mundo' pela revelação dos valores do contrato. Segundo a agência noticiosa espanhola EFE, os advogados do futebolista estudam agora "implicar aqueles que dentro do clube acederam ao contrato e o denunciaram" ao jornal.

Também o FC Barcelona respondeu à publicação, que detalhava ainda o valor por rubricas e por cada ano em vigor, ao negar categoricamente ter divulgado o contrato, também eles processando o periódico. O desagrado com o assunto do momento nos 'culés' uniu ainda os três candidatos à presidência do emblema: Joan Laporta, Victor Font e Toni Freixa.

Os 555 milhões de euros, a cobrar entre 2017/18 e a temporada que finda em junho deste ano, transforma o vínculo entre o 'astro' argentino e os catalães no mais caro da história do desporto, batendo o de Patrick Mahomes com os Kansas City Chiefs, equipa de futebol americano, esse de 10 anos. Esta soma inclui salários, direitos de imagem, bónus, subsídios e variáveis.

O contrato, assinado com Bartomeu na presidência do clube catalão, garantiu até 128 milhões de euros por temporada ao craque argentino, entre valores fixos e variáveis, aos quais se acrescentam ainda dois prémios, um de mais de cem milhões de euros por renovar (115.225.000€) e outro por "fidelidade" que ascende aos 77.929.955 de euros.

Segundo ainda o 'El Mundo', no próximo dia 15 de junho, dois semanas depois de o contrato de Messi com o Barcelona chegar ao fim, o clube catalão tem de pagar quase 39 milhões de euros ao avançado por ter ficado na equipa até ao dia 1 de fevereiro.

Mesmo que Messi já não pertença ao Barcelona nessa altura, o clube vai ter de lhe pagar o valor milionário acima referido como bónus de compromisso. A cláusula prevê um pagamento de 77 milhões de euros, sendo que uma parte foi saldada em março do ano passado.

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