Zidane escreveu um texto publicado no jornal AS onde justifica a sua saída do Real Madrid. Na carta dirigida aos adeptos, o treinador francês revela que não está cansado de treinar, mas que não sentia confiança por parte do emblema merengue.

"Vou-me embora, mas não estou cansado de treinar. Em maio de 2018 saí porque depois de dois anos e meio com tantas vitórias e troféus senti que a equipa precisava de um novo discurso para manter-se ao mais alto nível. Hoje as coisas não são assim. Vou-me embora porque sinto que o clube não me deu a confiança que precisava e não me ofereceu o apoio para construir algo a médio e longo prazo. Conheço o futebol e conheço a exigência de um clube como o Real Madrid", começou por explicar.

"Sou um vencedor nato e estava aqui para ganhar troféus, mas para lá disto estão as emoções, a vida e a sensação de que estas coisas não foram valorizadas e que não se percebeu que estas coisas ajudam a manter a dinâmica de um grande clube. De certa forma até me senti reprovado. Quero que aquilo que todos fizemos seja respeitado. Gostava que a minha relação com o clube e com o presidente tivesse sido um pouco diferente nestes últimos oito meses. Não pedia privilégios, mas sim um pouco mais de memória. Hoje a vida de um treinador num grande clube é de duas temporadas, não muito mais do que isso. Para que isso dure mais as relações humanas são essenciais e mais importantes do que o dinheiro, do que a fama e do que tudo. Temos que cuidar disso", alertou ainda.

Além disso, Zidane aponta ainda culpas à comunicação social. "Por isso magoava-me tanto quando lia na imprensa, depois de cada derrota, que me iam despedir se não ganhasse o próximo jogo. Magoava-me a mim e a toda a equipa porque estas mensagens intencionalmente lançadas nos meios de comunicação criavam atritos no plantel, semeavam dúvidas e mal-entendidos. O que vale é que os rapazes estavam comigo até à morte. Claro que não sou o melhor treinador do mundo, mas sou capaz de dar a força e confiança que cada um necessitava, fosse ele jogador, membro da equipa técnico ou empregado", acrescentou.

Zinedine Zidane comandou o Real Madrid na conquista de duas Ligas Espanholas e três Ligas dos Campeões, entre 2016 e 2021. Pelo meio, uma interrupção entre 2018 e 2019, onde Solari ocupou o seu lugar, antes de voltar ao banco do clube.

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