O Benfica eliminou, pela primeira vez o Ajax, no terceiro duelo a eliminar entre as duas equipas nas taças europeias de futebol na terça-feira, ao conseguir o segundo triunfo em Amesterdão (1-0), mais de meio século depois.

Um golo do uruguaio Darwin Núñez, aos 77 minutos, foi suficiente para os ‘encarnados’ superarem os neerlandeses nos oitavos de final a Liga dos Campeões, depois do empate a dois golos conseguido na Luz, em 23 de fevereiro.

Na capital lusa, os comandados de Erik ten Hag estiveram a vencer por duas vezes, com tentos de Tadic (18 minutos) e Haller (29), mas o mesmo Haller marcou na baliza errada (26) e Yaremchuk (72) selou o 2-2 final.

Esta terça-feira, em Amesterdão, o Benfica selou um heroico apuramento, num jogo em que passou quase todo o tempo a defender, e conseguiu, finalmente, eliminar o Ajax, o que não havia conseguido em 1968/69, nem mesmo após outro jogo para a lenda em Amesterdão.

Num embate que esteve para ser adiado, devido à neve, os ‘encarnados’ chegaram ao intervalo a vencer por 2-0, com tentos de Jacinto Santos, aos 32 minutos, de grande penalidade, e José Torres, aos 38, e, na segunda, responderam ao golo de Inge Danielsson, aos 47, com o 3-1 de José Augusto, aos 60.

O Benfica parecia ter dado um passo de ‘gigante’ rumo às meias-finais da Taça dos Campeões Europeus, mas, na Luz, o início do encontro foi um ‘pesadelo’, com Danielsson, que já marcara nos Países Baixos, a faturar logo aos nove minutos, para, aos 11, Johan Cruyff colocar o resultado em 0-2.

Ainda antes do intervalo, aos 31 minutos, Cruyff voltou a faturar e colocou o Ajax na frente da eliminatória.

Na segunda parte, os ‘encarnados’ ainda reagiram e, com um golo de José Torres, aos 70 minutos, forçaram um jogo de desempate, em 05 de março, no Estádio Colombes.

Em Paris, o jogo acabou empatado após 90 minutos, mas, no prolongamento, o Ajax resolveu a eliminatória a seu favor (3-0), com Cruyff a abrir as ‘hostilidades’, aos 92 minutos, e Danielsson a ‘acabar’ com as dúvidas, aos 104 e 109.

O segundo duelo aconteceu em 1971/72, nas meias-finais da Taça dos Campeões, numa eliminatória que acabou por se resumir a um golo, apontado em Amesterdão, em 05 de abril de 1972, por Sjaak Swart, que bateu José Henrique aos 64 minutos.

Na segunda mão, duas semanas volvidas, na Luz, o Benfica, com uma frente de ataque com Nené, Artur Jorge e Jordão, apoiados por Eusébio, ainda tentou contrariar os holandeses, mas o ‘nulo’ manteve-se até ao final do encontro.

Depois desses dois intensos confrontos, as duas formações só se voltaram a encontrar em 2018/19, na fase de grupos da Liga dos Campeões, em dois duelos em que os comandos de Rui Vitória não foram felizes.

Em Amesterdão, os holandeses venceram (1-0) com um golo muito feliz – a bola desviou em Grimaldo e traiu Vlachodimos - apontado nos descontos, aos 90+2 minutos, por Noussair Mazroui, e, na Luz, registou-se um empate (1-1), num jogo em que, aos 90+5, Onana fez uma defesa impossível a um remate de Gabriel.

Agora, foi a vez de a felicidade sorrir ao Benfica, que se qualificou para os quartos de final da ‘Champions’, para já na companhia de Bayern Munique, Liverpool, Manchester City, Real Madrid e Atlético de Madrid, que ‘arrumou’ hoje Cristiano Ronaldo e o Manchester United.

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