Uma vida dedicada ao futebol, mesmo depois de ter atingido o estatuto de lenda, e o futebol tratou de retribuir todo o esforço: é visto como um exemplo a seguir pela infinita  capacidade de entrega e superação, que fazem dele um dos melhores jogadores do Mundo mesmo aos 35 anos. Pouco provável para um comum mortal, mas não para Cristiano Ronaldo.

O talento nasceu com ele e foi no Andorinha que começou por o mostrar. Dali passou para o Nacional e, com apenas 12 anos, deixou a família na Madeira para rumar sozinho para Lisboa à procura do sonho de se tornar uma estrela no futebol. E não demoraria muito a consegui-lo. Marcou 105 golos em 126 jogos nos escalões jovens do Sporting e bastou-lhe uma época na equipa sénior dos Leões para provar que merecia outros voos. Na pré-época de 2003/04, na estreia do novo Estádio de Alvalade, na receção ao Manchester United, deslumbrou Sir Alex Ferguson e os próprios jogadores dos Red Devils, com a saída para Inglaterra a tornar-se inevitável.

Em Old Trafford deram-lhe a mítica camisola número sete, outrora entregue a jogadores como George Best, Eric Cantona ou David Beckham, e nasceu assim CR7. A evolução na exigente Premier League foi vertiginosa e em seis épocas atingiu o auge em termos individuais, com uma Liga dos Campeões ganha durante esse percurso, além de vários troféus domésticos. Até que em 2009, o poderoso Real Madrid deu seguimento à tradição de contratar os melhores jogadores do Mundo e desembolsou 94 milhões de euros para o resgatar ao Manchester United, valor nunca antes pago no futebol.

E nos Merengues continuou a escrever a sua incrível história: em nove épocas na capital espanhola pulverizou uma série de recordes, entre os quais se destaca o estatuto de melhor marcador da história do clube, com 461 golos. Pelo Real Madrid conquistou quatro Ligas dos Campeões e, se contabilizarmos também os jogos de qualificação, soma 131 golos em 174 encontros, o recorde na prova.

Além dos inúmeros troféus coletivos, foi eleito o melhor jogador do Mundo por cinco vezes e juntou no seu museu quatro Botas de Ouro, prémio para o máximo goleador dos campeonatos europeus. Na temporada que agora terminou, a segunda ao serviço da Juventus, marcou por 37 vezes e bateu o recorde de golos de um jogador numa só época pelos Bianconeri. Fica a promessa de que muitos mais ainda estão por vir.

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