A Juventus enviou à UEFA um relatório a denunciar o envolvimento do Inter de Milão no escândalo de corrupção Calciopolis e a solicitar a exclusão dos milaneses da Liga dos Campeões de futebol.

Segundo noticia hoje o diário desportivo italiano Gazzetta dello Sport, a Juventus argumenta que o Inter devia ser excluído da “Champions” em função do artigo 2.05 dos estatutos da UEFA, que decreta o afastamento de qualquer clube envolvido em irregularidades desportivas.

Foi precisamente esse artigo, omisso nos anteriores estatutos e que passou a situar as irregularidades a partir de abril de 2007, que barrou de vez uma eventual exclusão do FC Porto, em virtude do envolvimento no Apito Dourado.

No relatório de 24 páginas enviado para Nyon, sede da UEFA, a Juventus considera-se descriminada pela federação italiana, que em 2006 retirou o título ao clube de Turim para o entregar ao Inter, na sequência do caso Calciopolis.

O escândalo de corrupção relegou mesmo a Juventus para a segunda divisão, mas em maio de 2010 surgiram novos dados que também implicam o Inter neste escândalo.

A Juventus considera que as escutas telefónicas, entretanto divulgadas, entre o antigo presidente do Inter Giacinto Facchetti e um representante do comité de arbitragem comprovam a tentativa de influência para benefício do clube milanês.

Para a Juventus, estas escutas servem de prova da implicação do Inter no Calciopolis, servindo como material na estratégia do clube para alegar discriminação.

Apesar de, a 01 de julho, a federação italiana ter arquivado um recurso da Juventus, por considerar que os casos já tinham prescrito e não podiam ser julgados pela justiça desportiva, os “bianconeri” continuam a insistir, agora junto da UEFA.

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