O Manchester City conquistou a sua primeira Liga dos Campeões, ao vencer o Inter na final por 1-0. Em Istambul, no Estádio Atatürk, o único golo do jogo foi apontado pelo espanhol Rodri, no segundo tempo, após jogada de Bernardo Silva.

Pep Guardiola consegue a tão desejada Champions com o Manchester City, depois de ter perdido a final há dois anos no Dragão diante do Chelsea. Os cityzens conseguem o treble, feito em Inglaterra só conseguido pelo Manchester United, em 1998/99 (Premier League, Taça de Inglaterra e Champions).

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À procura da sua primeira vitória na Liga Milionária, o grande objetivo do multimilionário Manchester City desde que o clube foi comprado pelo Sheikh Mansour bin Zayed Al Nahyan, vice-presidente dos Emirados Árabes Unidos, os campeões ingleses tinham pela frente um clube com história nesta prova, com três ‘orelhudas’ no palmarés.

Guardiola com dois portugueses no onze e uma surpresa

Pep Guardiola manteve os portugueses Rúben Dias e Bernardo Silva no onze, e surpreendeu ao deixar Kyle Walker no banco, colocando Manuel Akanji na direita, na linha de três centrais, com Nathan Ake à esquerda. Um tridente à frente da dupla formada por Stones e Rodri.

Com o papel de favorito, o Manchester City entrou um pouco nervoso, principalmente pelo guarda-redes Ederson. O antigo guardião do Benfica quase que se deixava surpreender por Lautaro Martinez, aos 13, já depois de ter errado um passe na saída de bola. Voltaria a errar num passe arriscado que Barella aproveitou para tentar um chapéu, mas a bola saiu muito ao lado, aos 26 minutos.

Guardiola pedia calma aos seus jogadores, pedia cabeça, mas o campeão inglês tinha muitas dificuldades para entrar na defensiva italiana. Nos primeiros minutos não se viu De Bruyne, que só apareceu aos 27 minutos, num lance onde meteu em Haaland que tirou Darmian da frente e rematou contra o corpo do guardião Onana.

De Bruyne que viria a sair aos 36 minutos, com uma lesão muscular. Há dois anos no Dragão, saiu aos 60 minutos, lesionado na face, na derrota diante do Chelsea.

O City tinha mais bola, jogava instalado no meio-campo contrário à procura de espaço, perante um Inter que defendia com 11 jogadores no seu meio-campo, atrás da linha da bola. Com dificuldades em arranjar espaço, Akanji tentou de longe, de pé esquerdo, mas a bola saiu ao lado, quase a acabar a primeira parte.

Lautaro perdoa, Rodri não

O segundo tempo arrancou como o primeiro: City com a bola a tentar, Inter a fechar todos os caminhos para a sua baliza e a apostar no erro do adversário. Aos 57, Dzeko lesionou-se e deu o seu posto a Lukaku e, no minuto seguinte, Lautaro quase marcava: asneira de Akanji que ficou à espera da saída de Ederson, o guardião brasileiro ficou no seu posto e o avançado argentino ficou cara-a-cara com o guarda-redes, mas Ederson defendeu.

Foi num erro de Bastoni, que não fechou o espaço na esquerda, que surgiu o 1-0. Bernardo Silva conduziu, deixou em Stones que colocou a bola no espaço, o português centrou, Bastoni desviou para a zona de Rodri que atirou para o fundo das redes. Grande golo!

Respondeu o Inter Milão, dois minutos depois, num lance surreal. Livre para a área, Dimarco foi deixado só e atirou de cabeça, a bola foi à barra e sobrou para o lateral que rematou... contra Lukaku. Perdida incrível!

Simone Inzaghi, treinador do Inter, tentou mexer com o jogo, com as entradas de Robin Gosens e Raoul Bellanova nos lugares de Denzel Dumfries e de Alessandro Bastoni, desfazendo a linha de cinco atrás. No outro lado, Guardiola trocou Stones por Kyle Walker. O central transformado em médio por Guardiola saiu lesionado, depois de um grande jogo.

Com mais espaço devido ao adiantamento do Inter, o City tentou matar o jogo em contra-ataque. Aos 78 minutos, Phill Foden desceu na esquerda, combinou com Haaland e atirou forte, para defesa apertada de Onana.

Do outro lado, o Inter tentava de todas as formas, pressionava, mas sem sucesso. Aos 89 minutos, nova perdida incrível, desta vez de Lukaku. Bola na área e o belga a saltar mais alto e a cabecear forte, para defesa com os pés de Ederson. Rúben Dias reagiu bem e afastou a bola.

Nos cinco minutos de desconto, Ederson brilhou com uma grande defesa. O City juntou-se e defendeu a vantagem com unhas e dentes para conquistar a Liga dos Campeões pela primeira vez na sua história. Guardiola, que já tinha somado dois cetros ao comando do FC Barcelona (2008/09 e 2010/11), consegue finalmente a Champions com os cityzens.

O catalão chega ao 36.º título na carreira de treinador, à sua terceira Liga dos Campeões. No Barcelona, Guardiola venceu 15 títulos, aos quais juntou sete no Bayern Munique e 14 nos cityzens.

Bernardo Silva e Rúben Dias estiveram em grande plano e são campeões europeus, tal como João Cancelo que jogou a prova na primeira metade da época

O City junta a Liga dos Campeões à Premier League e à Taça de Inglaterra, alcançando um ‘treble’ que em Inglaterra só tinha sido conseguido pelo Manchester United, em 1998/99.

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