O presidente do PSD considerou hoje "muito positivo" a realização em Portugal da fase final da Liga dos Campeões de futebol, dizendo que "o normal" será que não haja público nos jogos, mas admitindo que possa ser encontrada uma solução.

"O facto de se realizar em Portugal acho bem, acho que é positivo para Portugal, mesmo sem público", afirmou Rui Rio, questionado pelos jornalistas no final do debate do Orçamento Suplementar na Assembleia da República.

Sobre a possibilidade da 'final a oito' da Liga dos Campeões de futebol poder ter público, o líder do PSD considerou que "o normal é que não tenha".

"No futebol, as circunstâncias são muito mais difíceis de controlar do que num espetáculo cultural, temos de perceber essa diferença", disse.

Ainda assim, Rui Rio admitiu a possibilidade de se encontrar uma forma de conseguir ter "algum, pouco público, muito bem enquadrado de forma a que haja o distanciamento social que deve haver".

"Não é fácil, mas se for feito com muitas restrições, talvez", disse.

Sobre a diferença de tratamento em relação aos jogos da Liga de futebol, que se estão a realizar sem público, o líder do PSD assinalou estar a falar apenas de um jogo, a final da Liga dos Campeões.

"Podem ser capazes de colocar tantas barreiras que permita alguma assistência, muito pouca", admitiu.

A UEFA anunciou hoje que a cidade de Lisboa vai receber uma inédita ?final a oito' da Liga dos Campeões, entre 12 e 23 de agosto, com todos os jogos desde os quartos de final a serem disputados no Estádio de Alvalade e Estádio da Luz, que acolhe também a final.

Há ainda a possibilidade de os quatro jogos restantes da segunda mão dos oitavos de final serem também atribuídos às cidades do Porto e de Guimarães.

Estas decisões foram hoje anunciadas após uma reunião do Comité Executivo da UEFA, sobre a recalendarização das competições europeias face à pandemia provocada pelo novo coronavírus.

Questionado sobre o tema, a diretora-geral da Saúde considerou hoje "precoce" admitir a presença de público nos estádios portugueses durante esta competição que se vai realizar em Lisboa.

"É precoce dizer [se haverá público]. O que quer que a Direção-Geral da Saúde [DGS] faça, fá-lo-á avaliando a situação especifica desta competição e em articulação com o parceiro que tem nessa avaliação, que é a Federação Portuguesa de Futebol (FPF). Neste momento, é precoce dizer seja o que for", afirmou Graça Freitas, na conferência de imprensa diária sobre a pandemia de covid-19.

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