O Benfica terminou a fase de grupos da Liga Europa com um empate a duas bolas frente ao Standard de Liège, na Bélgica, numa partida em que foi claramente superior mas não soube aproveitar essa superioridade para a traduzir no resultado no marcador do Estádio Maurice Dufrasne.

Os golos de Everton (16') e Pizzi (67') surgiram como resposta aos tentos de Raskin (12') e Tapsoba (60') e fixaram o resultado no 2-2 final que selou o segundo lugar dos encarnados no grupo D, sendo que o 1.º seria inalcançável devido à vitória do Rangers na Polónia frente ao Lech.

O Jogo: Mais posse, mais remates, os mesmos golos e um só ponto

Com o apuramento para os dezasseis-avos de final garantido, Jorge Jesus fez mudanças no onze do Benfica, dando descanso a alguns dos jogadores mais utilizados nesta série de partidas consecutivas para as 'águias. Em comparação com o último onze apresentado, frente ao Paços de Ferreira, o técnico dos encarnados promoveu Helton Leite, João Ferreira, Jardel, Pedrinho e Waldschmidt à titularidade, para as saídas de Vlachodimos, Gilberto, Otamendi, Pizzi e Rafa.

O Benfica tomou o controlo do jogo desde o primeiro minuto, contando com duas grandes oportunidades nos primeiros dez minutos, com os remates de Wialdschmidt (5' e 7') a serem defendidos por Bodart, guarda-redes do Standard que estava numa noite inspirada.

Contra a corrente do jogo, o marcador acabou mesmo por ser inaugurado pela equipa da casa. Cruzamento de Jens pela direita, com o esférico a encontrar Nicolas Raskin que, de cabeça, o colocou no interior da baliza defendida por Helton Leite. Estava feito o primeiro golo da partida, contra a equipa que mais atacava.

Apesar do tento sofrido, o Benfica continuou por cima do jogo e alcançou o empate minutos depois quando, após passe de Pedrinho, Taarabt fica no interior da grande área e faz o cruzamento in extremis para Everton que, de cabeça, recolocou a igualdade no marcador aos 16 minutos.

Com golos apontados, o filme do jogo continuava a ser o mesmo: um Benfica muito superior em termos ofensivos, contra um Standard que reagia a espaços e sem criar verdadeiro perigo, mas que contava com o melhor jogador da noite na equipa: Bodart foi o grande responsável pelo facto dos belgas não chegarem ao intervalo (e ao final do jogo) a perder, com uma série de grandes defesas como resposta às tentativas encarnadas de se colocarem em vantagem.

O Benfica chegava ao intervalo com mais do dobro dos remates do Standard (dez vs oito), mas com o mesmo número de golos, num resultado que era claramente injusto para os comandados de Jorge Jesus.

O segundo tempo começou sem alterações nas equipas, mas com um Standard a mostrar uma melhor figura do que na primeira parte, com mais posse de bola e a invadir em mais ocasiões o último terço do Benfica. Apesar da resposta belga, o Benfica continuava mais perigoso mas, como a primeira parte nos mostrou, o perigo conta pouco se as redes não abanarem.

Ao minuto 60, e depois de duas alterações nos belgas com as entradas de Fai e Muleka para os lugares de Shamir e Balikwisha, o Standard de Liège voltou a colocar-se em vantagem, em parte graças à falta na transição defensiva dos encarnados.

Fai recebe na esquerda e passa para Tapsoba que se encontrou sem qualquer pressão na zona central do meio campo do Benfica. Com tempo e sem adversários por perto para incomodar, o avançado dos belgas armou o remate de fora de área e atirou para o fundo da baliza de Helton Leite, batendo o guarda-redes encarnado que ainda foi enganado por um leve desvio do esférico em Vertonghen, que foi capitão das águias no lugar do titular Jardel.

As 'águias' voltaram a correr atrás do prejuízo e Darwin ficou por muito perto do empate logo no minuto seguinte, depois de tirar Bodart do caminho, mas atirou com estrondo ao poste. Mas o Benfica acabaria mesmo por voltar a marcar minutos depois.

Aos 66 minutos, João Ferreira cai no interior da grande área, com o árbitro da partida a considerar que a queda aconteceu devido a falta de Laifis. Pizzi, que tinha entrado aos 64', foi chamado a converter e não desperdiçou, assinando o 2-2 aos 67'.

O Rangers vencia na Polónia por 2-0, tirando a hipótese ao Benfica de alcançar o primeiro lugar do grupo, mas os encarnados continuaram à procura do golo do empate, com a equipa a melhorar o rendimento com as das alterações promovidas por Jorge Jesus no decorrer do segundo tempo. Contudo, as 'águias' acabaram sempre por esbarrar ou em Bodart que voltou a realizar uma série de boas defesas no segundo tempo ou no ferro, com Pizzi, aos 90+2' a acertar em cheio nele, no que podia ter sido o lance o 3-2.

Apesar do resultado, o Benfica chega ao fim da fase de grupos da Liga Europa sem qualquer derrota, somando três vitórias e três empates, que se traduzem em 12 pontos conquistados. No primeiro lugar do grupo D ficou o Rangers - que vai ser cabeça de série no sorteio de segunda-feira - com mais dois pontos (quatro vitórias e dois empates).

Standard de Liége, com quatro pontos e Lech Poznan, com três, ficam pelo caminho e dizem adeus às competições europeias em 2020/2021.

Melhor: Arnaud Bodart

Se o Standard de Liège arrancou um ponto ao Benfica, muito pode agradecer ao seu guarda-redes. O guardião belga de 22 anos realizou uma grande partida com uma série de enormes defesas, defendendo quase tudo o que havia para defender.

Pior: A defesa do Benfica no 2.º golo do Standard

De novo, motivos de queixa da defesa encarnada, nomeadamente no segundo tento da equipa da casa. Tapsoba encontrou-se sem qualquer pressão quando recebeu a bola de Fai, numa falha na transição defensiva do Benfica. Pedia-se mais.

Momento: 88' - Defesa de Bodart

Uma das defesas do homem do jogo. Ao minuto 88, quando o Benfica carregava, Everton, do exterior da área, ajeitou o remate que daria no 3-2 não fosse uma grande intervenção do guarda-redes belga.

Reações

Everton: "Queremos estar na final"

Jorge Jesus: "Acho que foi um bom jogo"

João Ferreira e o lance do penalti: "Houve um puxão no ombro que fez cair"

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