É o regresso à Holanda, um país de má memória para a nação benfiquista. Foi em Amesterdão que os encarnados perderam a sua sétima final europeia ao serem derrotados por 2-1 frente ao Chelsea, na Liga Europa, 23 anos depois da última final de uma competição da UEFA.
A final perdida frente ao Chelsea veio prolongar a maldição de Bélla Guttmann, que afirmou que os Encarnados nunca haveriam de vencer uma final Europeia sem ele. Guttmann foi o treinador que levou o Benfica a vencer as suas únicas duas Taças dos Campeões Europeus.
A derrota frente ao Chelsea foi a segunda de uma ponta final de época dramática para o Benfica. Os Encarnados tinham perdido a liderança da Liga Portuguesa para o FC Porto quatro dias antes no Dragão, com um golo sofrido no fatídico minuto 92, num remate de Kelvin. O mesmo minuto que Ivanovic escolheu para dar o triunfo ao Chelsea num jogo dominado pelo Benfica mas ganho pelo pragmatismo dos londrinos, treinados por Rafa Benitez. O sonho de ganhar tudo numa época levou a última machadada na final da Taça de Portugal, perdida para o V. Guimarães, também nos instantes finais do jogo.
Em Amesterdão, a equipa de Jorge Jesus fez uma grande exibição, encostou os Chelsea "às cordas" e só não foi feliz porque não soube aproveitar as oportunidades criadas. Apoiado de forma espetacular pelos milhares de benfiquistas que se deslocaram ao Arena de Amesterdão, a equipa de Jorge Jesus tomou conta do jogo e empurrou os londrinos para junto da sua área. O Chelsea, que um ano anos se tinha sagrado campeão europeu, foi vulgarizado pelo futebol ofensivo do Benfica.
Depois de Gaitán e Cardozo terem desperdiçado soberanas oportunidades para marcar e de Lampard ter feito estremecer a barra de Artur com um potente remate, os Blues adiantaram-se no marcador na segunda parte por Torres num golo típico do futebol inglês: pontapé do guarda-redes, com o espanhol a ganhar a Luisão e a concluir perante Artur. 
O Benfica não se encolheu e empatou por Cardozo mas, numa altura em que vários jogadores do Benfica acusavam já enorme cansaço, o Chelsea deu a estocada final no minuto 92,num cabeceamento de Ivanovic após canto. O futebol voltava a ser cruel para Jorge Jesus, que no espaço de uma semana via fugir dois títulos no fatídico minuto 92.
Antes de Amesterdão, outra cidade holandesa haveria de ficar na memória dos benfiquistas.
Em 1988 o Benfica alcançou a final da Taça dos Campeões Europeus. Pela frente a jovem equipa do PSV da cidade holandesa de Eindhoven. Os grandes favoritos a vencer a competição, FC Porto (detentor do título) e Real Madrid, tinham ficado pelo caminho.
Depois de eliminar o Patrizan de Belgrado, o AGF Arhus, o Anderlecht e o Steaua Bucureste, o Benfica encontrava uma equipa jovem de um país que viria a sagrar-se campeã europeia de seleções nesse ano.
A equipa holandesa, orientada por Guus Hiddink, era recheada de talentos, como o guarda-redes Hans van Breukelen, o defesa Ronald Koeman, os médios Soren Lerby e Gerald Vanenburg, e o avançado Wim Kief. O PSV venceu apenas três dos nove jogos, frente ao Galatasaray e Rapid Vienna, e nenhum depois da segunda eliminatória. Bateu o Bordéus e Real Madrid, nos quartos e meias-finais, pela vantagem de golos marcados fora, após ter conseguido empates a uma bola em França e em Espanha.
Numa final equilibrada o 0-0 prevaleceu no final dos 120 minutos. No desempate por grandes penalidades, coube a António Veloso a responsabilidade de transformar o último penálti. Van Breukelen adivinhou o lado, defendeu o remate do lateral direito e prolongou a maldição de Bélla Guttmann. Os Encarnados, treinados por Toni, voltavam a perder uma final europeia.
Mas esta tarde, o favoritismo recai sobre a formação de Jorge Jesus, mais madura, mais experiente, mais segura na gestão dos encontros. O Benfica tem tudo para "matar um borrego" que vive desde 1975, data do último triunfo em solo holandês. Mas um empate pode bastar, deixando a eliminatória para ser decidida na Luz.
O jogo entre o AZ Alkmaar e o Benfica está marcado para às 20h05 desta quinta-feira.

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