O clube alemão Leipzig está oficialmente qualificado para os quartos de final da Liga Europa de futebol, depois da exclusão do Spartak Moscovo, no âmbito das sanções face à ofensiva militar russa sobre a Ucrânia, anunciou hoje a UEFA.

"Os jogos entre o Leipzig e o Spartak não se vão realizar e o Leipzig está qualificado para os 'quartos'", disse à agência francesa de notícias (AFP) um porta-voz da entidade que organiza as competições europeias.

O Spartak Moscovo era o único clube russo que ainda estava em prova nas competições da UEFA, mas ficou excluído de disputar os oitavos de final da competição, na qual defrontaria os alemães do Leipzig.

O Leipzig deveria defrontar o Spartak nos dias 10, em solo alemão, e 17 de março, em Moscovo, mas os jogos foram suspensos, um dia depois de a UEFA ter determinado que os jogos das equipas russas deveriam ser disputados em campo neutro.

Paralelamente, a decisão de FIFA e UEFA de suspender clubes e seleções russas de provas internacionais, hoje anunciada, deixa também a Rússia de fora do Mundial masculino e Europeu feminino.

As fases finais dos torneios são as principais consequências de uma sanção que afeta ainda o Spartak Moscovo, que é expulso desta edição da Liga Europa, mas também a seleção feminina de futsal e o Tyumen, também nessa modalidade.

Começando pelo Mundial2022, a seleção russa disputaria o ‘play-off’ primeiro contra a Polónia e, depois, o jogo decisivo pelo acesso ao Qatar contra Suécia ou República Checa, mas este trio desde cedo se mostrou indisponível para defrontar os russos.

A decisão confirma agora a exclusão desta seleção, que apenas há quatro anos era anfitriã do Mundial2018, então ganho pela França, não ficando claro se outra seleção será chamada para o seu lugar ou se os polacos avançam diretamente até à partida decisiva.

O jogo entre Rússia e Polónia está agendado para 24 de março e a final desse ‘play-off’, com o vencedor da Suécia-República Checa, em 29 do mesmo mês.

Já apuradas para a fase final, as jogadoras da seleção feminina ficarão de fora do Europeu de 2022, marcado para Inglaterra em julho, sendo que a Rússia se apurou para a prova depois de afastar Portugal no ‘play-off’ de acesso.

A UEFA pode decidir ‘repescar’ as portuguesas, que perderam por 1-0 na primeira mão e empataram sem golos no segundo jogo.

Outra questão que pode trazer implicações para Portugal prende-se com o Europeu feminino de futsal, marcado para Gondomar, no distrito do Porto, entre 25 e 27 de março, disputado em regime de ‘final four’.

Se as russas ficarem de fora, o torneio fica reduzido às formações da casa, à vizinha Espanha e à Ucrânia. Russas e ucranianas até se poderiam defrontar, embora não se cruzem nas meias-finais.

Na Liga dos Campeões de futsal, o Tyumen conseguiu chegar à ‘final four’ que decide os campeões europeus, um título atualmente na posse do Sporting, mas agora desfalca esse ‘minitorneio’, que conta com os ‘leões’, o Benfica e os espanhóis do FC Barcelona.

O torneio está marcado para o final de abril em Riga, capital da Letónia, país fronteiriço com a Rússia.

“A FIFA e a UEFA decidiram hoje em conjunto que todas as equipas russas, sejam seleções ou clubes, devem ser suspensas de participar nas competições da FIFA e da UEFA até nova ordem”, lê-se no comunicado dos dois organismos que regem o futebol mundial e europeu.

A Rússia lançou na quinta-feira de madrugada uma ofensiva militar na Ucrânia, com forças terrestres e bombardeamento de alvos em várias cidades, que já mataram mais de 350 civis, incluindo crianças, segundo Kiev. A ONU deu conta de mais de 100 mil deslocados e quase 500 mil refugiados na Polónia, Hungria, Moldova e Roménia.

O Presidente russo, Vladimir Putin, disse que a "operação militar especial" na Ucrânia visa desmilitarizar o país vizinho e que era a única maneira de a Rússia se defender, precisando o Kremlin que a ofensiva durará o tempo necessário.

O ataque foi condenado pela generalidade da comunidade internacional e a União Europeia e os Estados Unidos, entre outros, responderam com o envio de armas e munições para a Ucrânia e o reforço de sanções para isolar ainda mais Moscovo.

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