Susaeta (17’) inaugurou o marcador no Estádio de San Mamés. Wolfswinkel (43’) ainda empatou perto do intervalo, mas ainda houve tempo para Ibai Goméz (45+1) marcar para o Athletic. Na segunda parte, Llorente (87’) aumento o marcador (3-1) e resolveu a eliminatória.

Primeira parte

Antes deste jogo decisivo, muito se escreveu e falou sobre o ambiente que é criado pelos adeptos do Athletic em San Mamés. Porém por muito que se fale só quem o vive por dentro sente este “inferno”.

Os jogadores do Sporting decerto o sentiram e isso foi claro nos primeiros minutos. A equipa de Sá Pinto jogava encolhida, recuada procurando travar as investidas de um adversário motivado pela massa humana presente no Estádio.

Os bascos sufocavam, mas o Sporting ia respirando a espaços e travando as intenções do adversário, porém faltava conseguir sair com perigo para a área contrária, o que não acontecia devido ao elevado número de passes errados.

Aos 17 minutos o Athletic adiantou-se no marcador por intermédio de Susaeta, após um bom passe Llorente que amorteceu a bola para a entrada do seu colega. Consumada a vantagem dos bascos, o Sporting parece ter-se soltado um pouco mais. A sua primeira jogada de perigo no jogo chegou num cabeceamento de Peirinha por cima (19’).

Era o melhor período dos leões que conseguiram pôr finalmente calma no jogo com Matías Fernández a aparecer um pouco mais para pautar o ataque. Aos 32’ Polga cabeceia para boa defesa de Iraizoz.

O jogo estava bom e a bola andava junto das duas balizas. Depois de Rui Patrício já ter feito uma grande defesa a remate de Llorente foi o Sporting quem chegou ao golo por Wolfswinkel.

Na sequência de um canto a bola sobrou à entrada da área para o holandês que fez o tento do empate. O Sporting voltava a estar na frente da eliminatória, mas não foi por muito tempo.

Sobre o intervalo Ibai Goméz marcou para o Athletic e empatou as contas da meia-final

Segunda parte

Com a necessidade de dar mais consistência ao meio campo, o treinador do Sporting fez entrar no jogo Daniel Carriço e sacrificou Matías Fernández.

A segunda parte começou com o Athletic novamente em força e com muita rapidez na circulação de bola, pergaminhos que fazem com que o seu futebol seja apelidado de mini “tiki taka”.

O terceiro golo dos bascos esteve perto de acontecer. Primeiro Susaeta rematou para uma boa intervenção de Rui Patrício. Na sequência do canto, Llorente atirou ao poste.

O Sporting voltava a passar por maus momentos e aí foi chamado ao jogo a sua capacidade de sofrimento e de abnegação perante um jogo adverso. Sá Pinto queria mais velocidade nas suas contra-ofensivas e fez entrar na partida Jeffrén para o lugar de Pereirinha.

Os minutos iam passando e o Sporting não conseguia impor-se no jogo nem responder com a rapidez dos seus executantes. Limitava-se a afastar o perigo da sua área. Rui Patrício era neste momento o protagonista da turma leonina pela positiva.

O golo dos espanhóis adivinhava-se pelo rumo do jogo e Llorente, estrela maior desta equipa, resolveu-o a três minutos dos 90. O avançado espanhol foi mesmo o protagonista da partida com duas assistências e um golo.

O Sporting cai em San Mamés, mas com a consciência tranquila de que fez uma grande campanha europeia, sinónimo disso mesmo foi a salva de palmas que recebeu por parte dos milhares de adeptos leoninos que aqui se deslocaram.