O SC Braga tinha na Ucrânia uma 'malapata' para desmontar. Nunca os bracarenses tinham ganho frente a uma equipa deste país frio e distante. O próprio Zorya era um conjunto de 'má memória' para os bracarenses, já que tinha deixado pelo caminho há duas temporadas os lusos na 3.ª pré-eliminatória da Liga Europa, depois de dois empates, primeiro a uma bola em Braga e depois um 2-2 que custou a eliminação.

Um par de anos volvidos e o SC Braga é outro, mais matreiro e avisado para o que estes quase perfeitos desconhecidos da Europa podem fazer. O momento é de confiança depois de quatro triunfos consecutivos, um dos quais no arranque da fase de grupos frente ao AEK (3-0).

Para a partida frente aos ucranianos, Carvalhal mudou a estrutura da equipa, apostando num sistema a três ou de cinco a defender, com David Carmo, Raúl Silva e Bruno Viana. Mas a grande novidade foi a inclusão de Nico Gaitán no onze, no primeiro jogo oficial do argentino com a camisola dos bracarenses. Duelo pois então frente ao sétimo classificado da liga ucraniana. Estádio com público, pelo menos com o suficiente para se fazer ouvir - Estavam algumas centenas na bancadas.

Equipa com boa dinâmica e simplicidade de processos é assim que define a equipa de Carvalhal. Aplicou essa filosofia logo a abrir, com o golo madrugador de Paulinho. Que melhor forma de começar um embate para as competições europeias. Grande jogada do Sporting de Braga pelo lado direito, com Ricardo Esgaio a assistir para a finalização imperial do dianteiro que já fez suspirar Rúben Amorim.

Que mais poderia querer Carvalhal. Alguns minutos volvidos, aos 11´, novo grande momento de um jogador que respira classe e a quem a técnica não abandona, apesar do andar dos anos. Paulinho a conduzir, Ricardo Horta a colocar no extremo argentino que disparou de forma portentosa para o fundo da baliza.

Veja o golo

Os dois tiros na 'espinha' a abrir não atordoaram o Zorya, conjunto pouco dado a dar uma luta por perdida. Tecnicamente inferior ao SC Braga, aos da casa sobrava a fibra e o coração. Matheus foi então chamado a jogo em diversas ocasiões. Primeiro a remate de Nazaryna, depois em tentativa de Kochergin, este último um do mais inconformados do conjunto ucraniano.

À beira do intervalo, Yurchenko quis figurar como herói para os da casa. Primeiro solto na frente, rematou forte, mas sem direção. Já na compensação do intervalo, o mesmo Yurchenko esteve próximo de reduzir o marcador, com a bola a passar a rasar o poste.

O SC Braga segurou com as duas mãos a vantagem ao intervalo. No segundo tempo, os de Carvalhal continuaram a querer controlar a bola, mas era o Zorya a aparecer com mais perigo junto da área. Os ucranianos goleavam no número de cantos, acumulavam situações, mas também o desacerto. Nazaryna, com tudo, esteve perto ao minuto 66. Seguiu-se Kabayev a criar problemas.

Carvalhal mexia no xadrez tentando congelar o jogo, tirando Gaitán e Ricardo Horta e lançando Medeiros e André Horta. A 10 minutos do fim, nova gestão com a saída do 'hiper' importante Paulinho e Castro e as entradas de Schettine e Musrati.

Nos últimos 10 minutos, os bracarenses voltaram a querer dizer presente. André Horta ameaçou, num tiro contra a muralha bracarense. Aos 84´, Schettine teve o golo nos pés, mas Vasilj saiu corajoso da baliza. Os arsenalistas acabaram o encontro a mandar, mas o Zorya ainda foi a tempo de reduzir, num pontapé de fora da área de Ivanisenya mesmo ao cair do pano.

Foi ao 11.º jogo que o Sporting de Braga venceu pela primeira vez uma equipa ucraniana. Com este resultado, os bracarenses lideram o grupo com seis pontos, com os mesmo do Leicester que bateu o AEK por 2-1.

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