O presidente do Angers, 13.º classificado da Liga francesa de futebol, Said Chabane, de 55 anos, negou hoje em tribunal as acusações de abuso sexual que sobre ele recaem, tendo ficado sob vigilância judicial.

Chabane foi detido hoje de manhã, após queixas de uma funcionária e duas ex-funcionárias do clube francês, mas, entretanto, uma quarta mulher, outra ex-trabalhadora, também apresentou queixa contra o dirigente, revelou à agência de notícias francesa AFP o procurador do Ministério Público gaulês, Eric Bouillard, realçando que o responsável continua a negar todas as acusações.

Depois de ter passado o dia a prestar declarações às autoridades, Chabane deixou o tribunal no final do dia, ficando "sob vigilância judicial, com a proibição de entrar em contacto com as vítimas e as principais testemunhas do processo", especificou Bouillard.

Após a detenção, foi revelado que esta investigação arrancou no início do ano, devido a uma primeira queixa de atos de assédio sexual, tendo sido identificadas outras duas vítimas, que também apresentaram queixa formal, às quais se juntou mais uma alegada vítima.

As quatro queixosas, que têm idades entre os 20 e os 25 anos, denunciaram terem sido alvo de “toques muito fortes nas partes íntimas”, que teriam acontecido entre 2014 e 2019, algo que o presidente do Angers “nega formalmente”, segundo se pode ler num comunicado do Angers.

"Trará à Justiça todos os elementos que permitam restaurar a verdade e preservar a sua honra. Chabane tem confiança de que o resultado da investigação, com a qual coopera totalmente, vai reconhecer a sua inocência", dizia a mesma nota.

Chabane chegou em 2011 à liderança do emblema, em que joga o português Matheus Pereira Lage, e estas acusações seguem-se a outra denúncia, da antiga patinadora Sarah Abitbol, que afirmou ter sido violada pelo treinador Gilles Beyer entre 1990 e 1992, quando tinha 15 anos.

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