Após ter conhecimento de que cerca de 12 000 dólares (9900 euros) desaparecerem de dois dos quartos dos uruguaios num hotel da Cidade do Cabo, horas antes do jogo de sexta-feira com a França, do Grupo A do Mundial2010, o porta-voz da polícia Leon Engelbrecht disse que as autoridades visionaram as imagens das câmaras de vigilância.

“Há uma grande possibilidade de um membro da delegação uruguaia estar envolvido”, afirmou Engelbrecht, citado pela agência Associated Press (AP), adiantando que os responsáveis da selecção “celeste” desistiram de formalizar uma queixa depois de visionarem as imagens.

O presidente da federação uruguaia, Sebastián Bauza, negou, no entanto, que um membro da delegação estivesse envolvido no assalto, justificando a não formalização da queixa com o argumento de que isso seria muito demorado e reduziria a concentração da equipa no Campeonato do Mundo.

Engelbrecht salientou, porém, que a polícia não poderia completar as investigações se os uruguaios não formalizassem uma queixa: “Agora, nunca saberemos verdadeiramente [o que aconteceu]”, lamentou.

Este foi o segundo assalto a equipas presentes no Mundial2010, depois de na quinta feira ter sido furtado dinheiro a três jogadores gregos no quarto de um hotel de Durban, num caso em que também não foi apresentada queixa, ao contrário do que aconselha o Comité Organizador do Mundial.

Na quarta-feira, em Magaliesburg, “quartel general” da selecção de Portugal, os quartos de hotel de dois jornalistas portugueses e um espanhol foram assaltados durante a noite, com os hóspedes no interior e num dos casos com ameaça de arma de fogo.

Além de dinheiro, os assaltantes levaram material fotográfico, computadores portáteis e telemóveis, mas foram capturados e julgados rapidamente e no sábado a polícia anunciou que dois deles tinham sido condenados a 15 anos de prisão cada e outro a quatro anos.

Os responsáveis máximos da polícia sul-africana encontraram-se com os três jornalistas assaltados em Magaliesburg e prometeu aumentar as medidas de vigilância na área, incluindo a realização de patrulhas de helicóptero e sobrevoos por aparelhos da Força Aérea.

Noutro incidente registado no mesmo dia, um correspondente e um operador de câmara da televisão neozelandesa viram ser-lhes furtado todo o equipamento de um quarto de um hotel aprovado pela FIFA, em Rustemburgo.

O editor de assuntos internacionais da televisão, Max Hayton, adiantou que os ladrões arrombaram a porta do quarto quando os dois jornalistas tinham saído para jantar.

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