A fama de equipa defensiva ajusta-se ao esquema assumido pela Coreia do Norte, que se apresenta esta noite em 5x3x2. No entanto, os norte-coreanos mostraram já que também podem ser perigosos e prometem dar trabalho às restantes equipas.

Por outro lado, Dunga também não arriscou muito na entrada para a partida, ao colocar dois médios mais defensivos – Gilberto Silva e Felipe Melo – para a escassa oposição asiática no ataque.

Numa espécie de David contra Golias no futebol, tal a disparidade de forças no estádio Ellis Park (Joanesburgo), os norte-coreanos exibiram um enorme espírito de entreajuda e quando os brasileiros conseguiam romper, surgia sempre um companheiro a apoiar.

Com Robinho e Fabiano no ataque, secundados por Kaká, o Brasil insistiu demasiadas vezes pelo meio do terreno, numa zona bem povoada pela Coreia do Norte. Maicon pouco subiu e Michel Bastos esteve ainda pior, deixando o jogo do Brasil sem ‘asas para voar’.

Todavia, Robinho, Elano e Fabiano tentaram por várias vezes a sua sorte, mas o perigo andou longe da baliza de Ri Myong Guk.

Aliás, com o tempo, a Coreia do Norte ganhou coragem e soltou-se algumas vezes do seu próprio colete de forças. Sempre com o irreverente Jong Tae Se como referência ofensiva, os coreanos não se coibiram de rematar e assustar Julio César.

O nulo resistiu até ao intervalo, numa exibição do Brasil igual à noite de Joanesburgo: muito fria. Restam 45 minutos à equipa de Dunga para evitar o escândalo.

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